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A ciência por trás do cheiro corporal: por que existem chulé e odores

Bromidrose resulta da interação entre suor, glândulas e microbioma; ambiente, calçados e higiene moldam o odor e as estratégias de controle

Chulé – depositphotos.com / jayfish
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  • A bromidrose, ou cheiro corporal forte, surge da combinação de suor, bactérias e características da pele; o “CC” e o “chulé” são explicados por esse processo.
  • O suor das axilas e dos pés é diferente do da testa; écrinas são mais água, enquanto apócrinas têm proteínas e lipídios que as bactérias decompõem para gerar odor.
  • Bactérias da pele transformam proteínas e gorduras do suor em compostos voláteis; axilas e pés hospedam microrganismos que provocam odor mais perceptível.
  • Umidade, roupas não ventiladas e um microbioma único de cada pessoa ajudam a intensificar o odor; higiene ajuda, mas não explica tudo.
  • Para controlar, use higiene diária, seque bem as áreas, prefira roupas respiráveis, desodorante antitranspirante e alternância de calçados; casos persistentes podem exigir orientação profissional.

O cheiro forte do corpo, conhecido como bromidrose, envolve suor, bactérias e características individuais da pele. O chamado CC e o chulé não aparecem do nada; eles resultam de processos biológicos bem definidos.

Especialistas apontam que axilas e pés costumam exalar odores mais perceptíveis. Isso ocorre pela combinação de tipos de glândulas sudoríparas, composição do suor e o ambiente que se forma nesses locais.

Como o suor diverge por região

O suor é produzido por quase toda a pele, mas não é igual em todo o corpo. A testa libera água e sais; axilas trazem lipídios e proteínas, alimentando as bactérias locais.

Além disso, áreas como axilas e pés costumam ficar mais úmidas e com menor ventilação, favorecendo microrganismos específicos. Com mais bactérias e nutrientes, o odor fica mais intenso.

Glândulas écrinas e apócrinas

As glândulas sudoríparas são de dois tipos: écrinas e apócrinas. Écrinas aparecem pela maior parte da pele, especialmente testa, palmas das mãos e plantas dos pés, com suor diluído e pouco cheiro.

As apócrinas concentram-se em axilas, região genital e alguns pontos do couro cabeludo. O suor é mais espesso, rico em proteínas e lipídios; o odor surge quando as bactérias agem sobre esses componentes.

Como as bactérias geram o cheiro

O suor sozinho não explica o odor. O microbioma da pele, diversidade de bactérias, varia por região. Axilas abrigam espécies diferentes das da testa ou dos braços.

Bactérias que metabolizam proteínas e gorduras do suor produzem ácidos graxos voláteis, tiolatos e aminas, compostos com cheiro característico. O nariz humano detecta rapidamente esses produtos.

Nos pés, o processo é similar: suor écrino em regiões entre os dedos, calçados fechados e pouca circulação de ar criam um ambiente ideal para bactérias e fungos.

O que intensifica a bromidrose

Não é apenas a quantidade de suor que determina o cheiro. Umidade constante, roupas pouco ventiladas e calçados fechados favorecem o odor.

Cada pessoa tem um microbioma único, influenciado por genética, rotina, clima, alimentação e medicações. Por isso, odores podem variar mesmo com suor semelhante.

Higiene é importante, mas não explica tudo. Pessoas com hábitos regulares podem apresentar odor forte por volume de suor, tipo de glândula ou fatores hormonais.

Estratégias para controlar o odor

A abordagem envolve reduzir o suor, reduzir a ação das bactérias e melhorar a ventilação das áreas críticas.

Medidas comuns incluem banho diário, secagem completa das dobras, uso de desodorante antitranspirante, roupas de algodão e calçados ventilados.

Trocas de meias ao longo do dia e limpeza interna dos sapatos ajudam a reduzir a umidade e a população bacteriana local.

Em casos persistentes, profissionais podem indicar produtos antibacterianos específicos ou tratamentos para reduzir a produção de suor na área afetada, sempre com orientação médica.

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