- No episódio #218 do programa Ambiente é o Meio, a bióloga Larissa Verona apresenta resultados da pesquisa sobre áreas úmidas do Cerrado.
- A estimativa aponta 1,2 mil toneladas de carbono por hectare nessas áreas.
- Esse valor é seis vezes maior que a biomassa da Floresta Amazônica na mesma área.
- A carbonização estimada pode ter até 20 mil anos de idade, destacando o Cerrado como grande estocador de carbono.
- A pesquisadora ressalta a importância de proteger essas áreas diante de mudanças ambientais.
O estudo apresentado no episódio 218 do programa Ambiente é o Meio aponta que áreas úmidas do Cerrado acumulam carbono em escala expressiva. A pesquisa, conduzida pela bióloga Larissa Verona, analisa a quantidade de carbono, o tempo de estocagem e a vulnerabilidade dessas regiões frente a mudanças ambientais.
Foram quantificadas 1,2 mil toneladas de carbono por hectare nessas áreas, valor que corresponde a aproximadamente seis vezes a biomassa da Floresta Amazônica na mesma extensão. Segundo Verona, a estimativa sugere idades de carbono de até 20 mil anos, destacando o Cerrado como importante reservatório de carbono.
A autora ressalta a necessidade de proteção dessas áreas, dada a sua função climática e a pouca valorização que o Cerrado recebe no debate público. O estudo enfatiza que a preservação pode contribuir para mitigação de emissões e para a manutenção de serviços ecossistêmicos.
Resultados principais
Os dados foram apresentados durante o episódio, que está disponível para audição no player do programa. A pesquisa reforça a importância de políticas públicas voltadas à conservação das áreas úmidas do Cerrado e à avaliação contínua de seu estoque de carbono.
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