- Estudo publicado em 21 de abril na Nature Communications acompanhou 31 consumidores de café e 31 não consumidores para entender mudanças no microbioma, humor e estresse.
- Beber café, tanto com cafeína quanto sem, associou-se a menor estresse percebido, depressão e impulsividade.
- Certos microrganismos benéficos foram mais frequentes entre quem bebeu café, incluindo bactérias que combatem infecções e bactérias intestinais ruins.
- Beber café com cafeína associou-se a redução da ansiedade, melhor vigilância e atenção, além de menor risco de inflamação.
- Pesquisadores destacam que o café é um fator dietético complexo que pode interagir com a microbiota, o metabolismo e o bem‑estar emocional, com potenciais benefícios a longo prazo.
O estudo publicado na Nature Communications testou os efeitos do consumo de café na relação entre intestino e cérebro. Pesquisadores avaliaram impactos de bebidas com e sem cafeína em assintomáticos.
Foram 62 voluntários divididos entre 31 consumidores de café e 31 não consumidores. Os pesquisadores coletaram diários de cafeína, alimentação, amostras de fezes e urina, além de testes psicológicos.
Os participantes que beberam café, com ou sem cafeína, relataram menor estresse percebido, depressão e impulsividade. Os resultados sugerem melhoria de humor independentemente do conteúdo de cafeína.
Bactérias associadas a defesa contra infecções gastrointestinais apareceram com maior frequência entre os consumidores de café. A cafeína, quando presente, associou-se ainda a sensação reduzida de ansiedade.
Os autores destacam que o café é um fator dietético complexo, que interage com o microbioma, o metabolismo e o bem-estar emocional. As evidências são consistentes com uma possível influência na saúde intestinal.
Conclusões provisórias: o estudo é pequeno e ainda há dúvidas sobre benefícios a longo prazo. Mesmo assim, completa o corpo de pesquisas sobre o microbioma e a saúde mental.
Perspectivas e implicações
Os resultados indicam que o café pode atuar como intervenção potencial dentro de uma alimentação equilibrada. Pesquisas futuras devem esclarecer mecanismos e ampliar amostras para confirmar efeitos.
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