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Nutricionista alerta sobre riscos à saúde em dietas hiperproteicas

Dieta hiperproteica pode trazer riscos à saúde a longo prazo; exige acompanhamento médico e exames, especialmente para quem tem doença renal ou hipertensão não controlada

Foto colorida de alimentos em recipientes coloridos sobre mesa branca - Frutas, legumes e proteínas de qualidade costumam ser a base de dietas indicadas em fases de recuperação - Metrópoles
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  • A dieta hiperproteica é usada para emagrecimento com preservação de massa magra, mas pode não ser segura para todos e exigir acompanhamento médico.
  • A Organização Mundial da Saúde recomenda aproximadamente zero vírgula oito quilograma de proteína por quilograma de peso corporal; na prática clínica, um vírgula dois quilograma por quilograma é considerado elevado.
  • O consumo elevado de proteína normalmente não gera sintomas imediatos, por isso é essencial monitorar com exames como ureia e creatinina séricas, taxa de filtração glomerular e proteinúria; podem ocorrer desconfortos gastrointestinais ou halitose, especialmente com restrição de carboidratos.
  • Pacientes com doenças pré-existentes ou perfis metabólicos desfavoráveis precisam de maior atenção, pois o excesso proteico pode acelerar a progressão de doença renal crônica.
  • O equilíbrio proteico deve ser distribuído ao longo do dia, com fontes variados entre animais e vegetais, combinando carboidratos complexos, gorduras saudáveis, fibras, vitaminas e minerais, sempre com acompanhamento de nutricionista ou médico.

A dieta hiperproteica tem ganhado espaço entre quem busca perder peso enquanto preserva massa magra. Profissionais ressaltam que o efeito pode incluir emagrecimento, maior saciedade e manutenção de músculos, mas a prática não é adequada para todos e pode trazer riscos a longo prazo quando mal indicada.

A OMS recomenda a ingestão diária de proteína de 0,8 g por kg de peso para adultos saudáveis. Em prática clínica, entretanto, a decisão de elevar esse consumo para cerca de 1,2 g por kg depende de indicativo médico e acompanhamento nutricional.

É comum que a dieta hiperproteica não gere sinais imediatos de alerta. Por isso, o acompanhamento com exames é essencial para monitorar ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular e presença de proteína na urina. Em alguns casos, pode haver desconforto gastrointestinal ou halitose, sobretudo com redução de carboidratos.

Pacientes com doenças pré-existentes, hipertensão não controlada, doença renal ou histórico familiar relevante exigem maior cuidado. Nesses espaços, o consumo elevado de proteína pode acelerar a progressão de condições renais, segundo especialistas.

Para equilibrar a ingestão proteica, o planejamento deve distribuir as proteínas ao longo do dia e combinar fontes animais e vegetais. Carboidratos complexos, gorduras saudáveis, fibras, vitaminas e minerais devem acompanhar o prato para um perfil nutricional completo.

Como planejar a alimentação

A nutricionista enfatiza a importância de adaptar a dieta aos objetivos, seja emagrecimento ou hipertrofia, com acompanhamento de profissionais de saúde. A estratégia deve levar em conta o contexto individual, evitando excessos e desbalances.

Em linhas gerais, a orientação é manter uma distribuição proteica ao longo das refeições, variando as fontes e mantendo equilíbrio com demais grupos alimentares. Assim, é possível buscar resultados com menor risco.

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