- A Baía de Algeciras, entre Europa e África, teve sessenta e seis sítios arqueológicos subaquáticos identificados, incluindo trezentos e vinte e quatro naufrágios, em uma área de setenta e cinco quilômetros quadrados, levantados entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e três.
- Os achados abrangem as civilizações púnica (cartaginesa), romana, medieval e moderna, evidenciando a importância da região como centro marítimo ao longo da história.
- A maior parte dos destroços está ligada à história moderna, incluindo naufrágios relacionados a guerras napoleônicas e à Segunda Guerra Mundial, além de alguns totalmente inéditos; destacam-se restos de um submarino italiano do tipo Maiale.
- Técnicas geofísicas, como ecobatímetro multifeixe e magnetômetro, foram usadas para mapear o fundo em três dimensões antes de mergulhos para documentação detalhada.
- Os pesquisadores planejam estudo aprofundado de cada naufrágio (até o momento, cem por cento) e exploração de áreas mais profundas, já que a baía tem profundidade que alcança até quatrocentos metros.
A Baía de Algeciras, no litoral entre a Europa e a África, revelou 151 sítios arqueológicos subaquáticos, dos quais 124 são naufrágios. O mapeamento ocorreu entre 2020 e 2023, em uma área de 75 km². A descoberta reforça a importância naval da região.
A pesquisa destaca a baía como hub de tráfego transatlântico, porta de entrada para a Península Ibérica na Idade Média e palco de conflitos modernos. A área abriga vestígios desde a Antiguidade até a era contemporânea, refletindo uma história marítima rica.
Metodologia e participantes
A equipe liderada por Felipe Cerezo Andreo, da Universidade de Cádiz, usou geofísica para identificar anomalias no fundo e sedimentação. Técnicas incluem ecobatímetro multifeixe e magnetômetro. Vistos como prioritários, os sítios serão estudados e protegidos.
Sítios por épocas
Entre os destroços, há navios da civilização púnica, além de registros romanos, medievais e modernos. Dentre os achados, destacam-se cascos de guerras napoleônicas e restos de embarcações do século XVII ao XIX. Delação recente aponta também um navio da Segunda Guerra Mundial.
Desdobramentos e próximos passos
Até agora, a equipe analisou cerca de 24% dos sítios identificados, em profundidade rasa de 10 m. A Baía de Algeciras pode esconder vestígios ainda mais antigos em águas maiores, conforme os pesquisadores. Futuramente, novos mergulhos vão mapear cada naufrágio.
Proteção e preservação
Os arqueólogos ressaltam a necessidade de registrar e proteger o patrimônio maritime. Planejam documentação virtual, levantamento técnico e medidas legais para conservar os sítios, frente às mudanças climáticas e à atividade portuária.
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