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124 naufrágios registrados em área marítima entre Europa e África

Descoberta na Baía de Algeciras registra 151 sítios arqueológicos, com 124 naufrágios, evidenciando o papel estratégico do estreito ao longo de séculos

Arqueólogos espanhóis realizaram um levantamento nas águas da Baía de Algeciras, ou Baía de Gibraltar, entre maio de 2020 e março de 2023
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  • A Baía de Algeciras, entre Europa e África, teve sessenta e seis sítios arqueológicos subaquáticos identificados, incluindo trezentos e vinte e quatro naufrágios, em uma área de setenta e cinco quilômetros quadrados, levantados entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e três.
  • Os achados abrangem as civilizações púnica (cartaginesa), romana, medieval e moderna, evidenciando a importância da região como centro marítimo ao longo da história.
  • A maior parte dos destroços está ligada à história moderna, incluindo naufrágios relacionados a guerras napoleônicas e à Segunda Guerra Mundial, além de alguns totalmente inéditos; destacam-se restos de um submarino italiano do tipo Maiale.
  • Técnicas geofísicas, como ecobatímetro multifeixe e magnetômetro, foram usadas para mapear o fundo em três dimensões antes de mergulhos para documentação detalhada.
  • Os pesquisadores planejam estudo aprofundado de cada naufrágio (até o momento, cem por cento) e exploração de áreas mais profundas, já que a baía tem profundidade que alcança até quatrocentos metros.

A Baía de Algeciras, no litoral entre a Europa e a África, revelou 151 sítios arqueológicos subaquáticos, dos quais 124 são naufrágios. O mapeamento ocorreu entre 2020 e 2023, em uma área de 75 km². A descoberta reforça a importância naval da região.

A pesquisa destaca a baía como hub de tráfego transatlântico, porta de entrada para a Península Ibérica na Idade Média e palco de conflitos modernos. A área abriga vestígios desde a Antiguidade até a era contemporânea, refletindo uma história marítima rica.

Metodologia e participantes

A equipe liderada por Felipe Cerezo Andreo, da Universidade de Cádiz, usou geofísica para identificar anomalias no fundo e sedimentação. Técnicas incluem ecobatímetro multifeixe e magnetômetro. Vistos como prioritários, os sítios serão estudados e protegidos.

Sítios por épocas

Entre os destroços, há navios da civilização púnica, além de registros romanos, medievais e modernos. Dentre os achados, destacam-se cascos de guerras napoleônicas e restos de embarcações do século XVII ao XIX. Delação recente aponta também um navio da Segunda Guerra Mundial.

Desdobramentos e próximos passos

Até agora, a equipe analisou cerca de 24% dos sítios identificados, em profundidade rasa de 10 m. A Baía de Algeciras pode esconder vestígios ainda mais antigos em águas maiores, conforme os pesquisadores. Futuramente, novos mergulhos vão mapear cada naufrágio.

Proteção e preservação

Os arqueólogos ressaltam a necessidade de registrar e proteger o patrimônio maritime. Planejam documentação virtual, levantamento técnico e medidas legais para conservar os sítios, frente às mudanças climáticas e à atividade portuária.

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