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Agonorexia: 6 riscos de perder a fome com canetas para emagrecer

Alerta: uso de GLP-1 para emagrecimento pode provocar agonorexia, com perda de fome, sarcopenia, deficiências e fadiga

A agonorexia descreve um cenário em que o paciente deixa de sentir fome
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  • O termo agonorexia ganhou destaque em 2026 e está relacionado ao uso de analógicos de GLP-1 para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.
  • A agonorexia descreve a supressão extrema da fome, em que a pessoa deixa de sentir fome e consome muito menos do que o necessário.
  • Os principais riscos são: perda de massa muscular, redução de força, deficiências nutricionais, queda de cabelo, relação não saudável com a comida e fadiga excessiva.
  • Para evitar problemas, recomenda-se usar a menor dose eficaz, não fazer ajustes por conta própria e manter acompanhamento médico, além de alimentação equilibrada e atenção a sinais de alerta.
  • O objetivo dos análogos de GLP-1 é restabelecer uma relação saudável com a alimentação e o corpo, não eliminar completamente a fome.

O termo agonorexia ganhou espaço em 2026, associado ao uso de medicamentos para emagrecimento. A expressão descreve a supressão excessiva do apetite ligada aos análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, com relatos de pacientes que chegam a não sentir fome. Médicos ressaltam que a redução do apetite é esperada, mas a ausência completa de fome não é objetivo terapêutico.

A disseminação do uso de canetas para emagrecer, muitas vezes sem acompanhamento médico, tem aumentado a preocupação entre especialistas. Embora esses fármacos apresentem benefícios comprovados, o uso inadequado pode trazer efeitos indesejados, principalmente quando a redução da fome se torna extrema. O entendimento é de que o tratamento deve regular o apetite, e não eliminá-lo.

Impactos da ausência de fome vão além da balança. O médico interlocutor aponta riscos como sarcopenia, redução de força, deficiências nutricionais, queda de cabelo, relação pouco saudável com a alimentação e fadiga constante. Tais efeitos demandam monitoramento rigoroso da composição corporal, ingestão nutricional e sintomas associados.

Para reduzir riscos, orienta-se o uso da menor dose eficaz, evitar ajustes sem orientação médica e manter acompanhamento regular. Mesmo com menor apetite, é essencial seguir uma alimentação equilibrada e observar sinais de alerta ao longo do tratamento, com foco na saúde global do paciente.

Os análogos de GLP-1 representam avanço no tratamento da obesidade e do diabetes, mas exigem uso responsável. O objetivo é restabelecer uma relação mais saudável com a alimentação e o corpo, sem buscar eliminação completa da fome.

Por Samara Meni

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