- Analine Machado, oceanógrafa de Araucária, venceu a final nacional do Red Bull Basement com o PhytoSense, aplicativo de IA que identifica fitoplâncton em imagens de microscópio.
- O PhytoSense automatiza a classificação de espécies, acelerando análises que, hoje, exigem especialistas e podem levar dias.
- A ferramenta contribui para monitorar o ambiente aquático, incluindo a detecção de florações nocivas e toxinas que afetam a cadeia alimentar.
- A dupla representa o Brasil na etapa mundial da competição, no Vale do Silício, na Califórnia.
- Analine trabalha em consultoria ambiental a bordo de navios de dragagem e destaca os desafios de mulheres na ciência, incentivando persistência.
Analine Machado, oceanógrafa brasileira, venceu a final nacional do Red Bull Basement com o PhytoSense, ferramenta de IA que automatiza a identificação de fitoplâncton em imagens de microscópio. Ela representará o Brasil na etapa mundial, no Vale do Silício, EUA.
O PhytoSense analisa formas das microalgas e sugere classificações automáticas, acelerando um processo que hoje depende de especialistas. A solução pode também facilitar o monitoramento ambiental, incluindo o afastamento de florações nocivas.
Analine cresceu em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, e decidiu seguir a oceanografia na UFPR. O interesse pelo oceano surgiu ainda na infância, com foco na compreensão de como o mar funciona.
Durante a graduação, ela passou a trabalhar com taxonomia em microbiologia, identificando espécies de fitoplâncton em amostras de água. O trabalho, manual e demorado, inspira a automatização com IA.
A parceria com o engenheiro de software Caique Barbosa foi crucial para transformar a ideia em projeto. Juntos, desenvolveram o PhytoSense, que utiliza visão computacional para reconhecer padrões e classificar espécies.
Além da agilidade na pesquisa, a ferramenta ajuda no monitoramento de ecossistemas. Espécies tóxicas podem formarem florações que prejudicam peixes e, indiretamente, a saúde humana que consome esses animais.
O PhytoSense participou do Red Bull Basement após ser apresentado por Caique, que conheceu a iniciativa por meio de uma palestra universitária. Entre mais de 15 mil projetos, o grupo brasileiro foi o vencedor local.
Agora a dupla se prepara para a etapa mundial, programada no Vale do Silício. Analine afirma estar feliz e motivada para apresentar o projeto a um público internacional.
No campo profissional, Analine atua em consultoria ambiental voltada a obras de engenharia costeira. Ela acompanha operaçõs de dragagem, monitorando baleias, golfinhos e tartarugas para interromper atividades quando necessário.
Apesar de ainda ser uma presença incomum em muitos navios, Analine reforça a importância da persistência para jovens coedições. Ela incentiva meninas a seguirem carreira na ciência com foco, coragem e dedicação.
Para os momentos de lazer, a oceanógrafa mantém o hábito de observar o mar. Caminhadas na praia, natação e leitura viram oportunidade de observar vento, marés e correntes, continuando a inspiração para a pesquisa.
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