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Cozinhar pode reduzir até 30% do risco de demência em idosos, aponta estudo

Cozinhar regularmente pode reduzir o risco de demência em idosos; estudo com mais de dez mil participantes aponta benefício a partir de frequência semanal

Estudo aponta que cozinhar regularmente pode reduzir o risco de demência; entenda a relação entre o hábito e a saúde do cérebro
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  • Estudo conduzido por cientistas do Instituto de Ciência de Tóquio acompanhou mais de 10 mil pessoas com 65 anos ou mais por cerca de seis anos.
  • Os resultados indicam que quanto maior a frequência de preparo de refeições em casa, menor o risco de demência ao longo do tempo.
  • Cozinhar pelo menos uma vez por semana esteve associado a uma redução de aproximadamente 23% no risco entre homens e 27% entre mulheres, em comparação com quem cozinhava menos.
  • O ato de cozinhar envolve planejamento, coordenação motora, atenção, memória e tomada de decisões, fatores que podem contribuir para a saúde cognitiva.
  • Especialistas ressaltam que o estudo não estabelece causalidade; limitações incluem dados coletados em único momento e possibilidade de relação reversa.

Durante o estudo conduzido por cientistas do Instituto de Ciência de Tóquio, no Japão, idosos passaram a avaliar se cozinhar regularmente influencia a saúde cognitiva ao longo de cerca de seis anos. A pesquisa acompanhou mais de 10 mil pessoas com 65 anos ou mais.

Os participantes relataram com que frequência preparam refeições e seu nível de habilidade culinária. Os pesquisadores cruzaram esses dados com avaliações de memória, atenção e planejamento para identificar padrões.

O que diz o estudo

Quem cozinha com maior frequência mostrou menor risco de demência ao longo do acompanhamento, com redução de cerca de 23% para homens e 27% para mulheres, em comparação com quem cozinha menos.

Entre quem apresentava menor habilidade na cozinha, o benefício apareceu com maior intensidade, sugerindo que o envolvimento no preparo pode trazer ganhos cognitivos mesmo sem técnicas avançadas.

Por que cozinhar pode beneficiar o cérebro

Preparar uma refeição envolve planejamento, coordenação motora, atenção, memória e tomada de decisões. Adicionalmente, o hábito pode favorecer alimentação mais equilibrada e autonomia diária, fatores que influenciam a saúde cerebral.

Cuidados na interpretação

Especialistas ressaltam que o estudo não estabelece relação de causa e efeito. Dados sobre hábitos foram coletados em um único momento, o que pode não refletir mudanças futuras.

Também é possível que pessoas com sinais iniciais de declínio cognição reduzam a frequência de cozinhar, ou que o inverso ocorra, com pessoas menos cognitivamente estáveis mantendo atividades culinárias.

Considerações finais

Mesmo com limitações, pesquisadores destacam a importância de manter atividades ativas física e mentalmente. Cozinhar surge como um componente de um conjunto de hábitos que contribuem para o envelhecimento saudável.

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