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Método que reverte envelhecimento celular é testado pela primeira vez em humanos

Ensaio em pacientes com glaucoma avalia segurança de tratamento que reverte envelhecimento celular, com acompanhamento de até cinco anos

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  • Ensaio clínico será realizado pela primeira vez em humanos para testar a segurança de um tratamento que reverte o envelhecimento celular.
  • O estudo começará com até doze pacientes com glaucoma e, depois, até seis com a condição chamada NAION, que danifica o nervo óptico.
  • Os voluntários serão acompanhados por, no mínimo, cinco anos para avaliar a segurança e a viabilidade da estratégia de rejuvenescimento celular.
  • A abordagem usa células-tronco pluripotentes induzidas (IPS), permitindo reprogramar células já diferenciadas para um estado mais jovem.
  • Especialistas destacam o investimento bilionário global em pesquisa de rejuvenescimento e admitem que avanços são promissores, porém o processo geral ainda é longo e envolve riscos.

Ensaio clínico será realizado em humanos para testar a segurança de um tratamento que promete reverter o envelhecimento celular. Pacientes com glaucoma nos Estados Unidos serão os primeiros a receber o procedimento, com acompanhamento mínimo de cinco anos. O objetivo é verificar se células envelhecidas podem ser rejuvenescidas com segurança.

O estudo envolve células-tronco pluripotentes induzidas (IPS), criadas a partir de células já diferenciadas. A abordagem nasceu com a descoberta de Yamanaka, premiado com o Nobel, e visa reprogramar tecidos para observar efeitos de rejuvenescimento. O roteiro inicial prevê até 12 pacientes com glaucoma e até 6 com Naion.

Especialistas em genética destacam o cenário promissor, mas ressaltam riscos de segurança em uma reversão de envelhecimento. A pesquisadora Mayana Zatz aponta dificuldade em reprogramar diferentes tipos celulares de forma parcial, destacando ainda o interesse em potencial benefício no cérebro. O caminho ainda é longo, segundo ela.

Desdobramentos e contexto

Estudos recentes atraíram bilhões de dólares em investimentos, elevando o nível de expectativa mundial. O objetivo é entender até que ponto a reprogramação parcial pode ocorrer sem efeitos adversos graves. Entre os desafios, está a padronização de procedimentos e a observação de efeitos a longo prazo.

O experimento em glaucoma busca dados sobre viabilidade e segurança do tratamento, não sobre eficácia clínica imediata. A equipe ressalta que avanços em pesquisa básica costumam ser necessários antes de aplicações amplas. O acompanhamento continuará por anos para avaliar resultados.

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