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Pesquisador é acusado de envenenar colega em laboratório nos EUA após disputa

Pesquisador da Universidade de Wisconsin é acusado de envenenar colega com clorofórmio, ligado a rivalidade profissional; fiança de US$ 5 mil e afastamento

Pesquisador teria confessado autoria do crime
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  • Makoto Kuroda, pesquisador da Universidade de Wisconsin, é acusado de envenenar um colega no laboratório em Madison após uma rivalidade profissional.
  • Segundo a denúncia, ele adulterou a água do colega com clorofórmio; os dois se conhecem desde 2017 e trabalharam juntos por cerca de cinco anos.
  • A vítima relata ter sentido cheiro estranho na água da garrafa e, dias depois, nos sapatos; testes preliminares apontaram presença da substância em nível elevado.
  • A denúncia afirma que Kuroda usou uma seringa para inserir pequenas quantidades da mistura química na água e nos sapatos do colega, e que confessou o ato a vítima e a supervisão.
  • A universidade afastou o pesquisador; a Justiça fixou fiança de US$ cinco mil, com medidas como entrega do passaporte, afastamento de laboratórios e proibição de contato com a vítima.

Um pesquisador da Universidade de Wisconsin foi acusado de envenenar um colega de laboratório em Madison, nos Estados Unidos, após uma disputa profissional. A acusação envolve a adulteração de água com clorofórmio em prática que visava causar mal ao colega. A denúncia foi apresentada no Condado de Dane e divulgada pela imprensa local.

A vítima, identificada pelas iniciais TM, percebeu um cheiro estranho ao beber água de uma garrafa na sua mesa. Dias depois, o mesmo odor foi detectado nos sapatos. Testes preliminares apontaram traços da substância, em níveis que impediram a medição exata. A suspeita recai sobre o colega de pesquisa, que trabalhava com TM há anos.

Makoto Kuroda, de 41 anos, é apontado pela denúncia como responsável pela adulteração. Segundo o documento, ele admitiu o ato para a vítima e para supervisores, em momentos distintos. Também reconheceu, em comunicação escrita, ter praticado o envenenamento.

Contexto e procedimentos

A relação entre os dois pesquisadores vinha sendo descrita como amigável, mas teria se deteriorado ao longo de cerca de cinco anos, desde que passaram a trabalhar no Instituto de Pesquisa da Gripe da universidade. A investigação aponta uso de uma seringa para introduzir quantidades da mistura química na água e nos calçados de TM.

A universidade informou que Kuroda foi afastado e teve o acesso às instalações e aos recursos digitais suspenso, enquanto a apuração interna avança. Segundo a denúncia, o pesquisador também teria consultado o ChatGPT para estimar doses nocivas das substâncias utilizadas, mesmo após alertas da inteligência artificial.

Kuroda responde por acusações de adulteração de produto com intenção de dano e de colocar em risco a segurança de terceiros. A Justiça fixou fiança em US$ 5 mil, com condições como a entrega de passaporte, proibição de contato com a vítima e afastamento de qualquer laboratório da instituição até o fim do processo.

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