- A máscara Vesta, criada na UnB em parceria com a UFCG e o setor produtivo, não apenas reteve o vírus, mas também reduziu sua atividade na superfície.
- O projeto venceu o Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS em 2025 e foi disponibilizado à sociedade em 2022.
- A criação contou com apoio do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDT) da UnB para patentes, licenciamento e acordos comerciais.
- Financiamento veio de diversas instituições, como FAPDF, UnB, Fiocruz, Capes, CNPq e CNBB, além de campanha de financiamento coletivo.
- A máscara combina nanofilme antiviral à base de quitosana com camada de nanopartículas derivadas de compostos naturais, ampliando a proteção em contextos de alto risco.
A máscara Vesta, criada por pesquisadoras da UnB em parceria com a UFCG e o setor produtivo, tornou-se um marco na proteção contra a covid-19. O equipamento não apenas reteve o vírus, mas também reduziu sua atividade na superfície. O projeto foi premiado em 2025 no Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS.
As pesquisadoras envolvidas são Marcella Lemos, da Faculdade de Planaltina da UnB, e Graziella Joanitti. Elas lideraram o desenvolvimento, com apoio do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDT) da própria universidade. O CDT orientou patentes, licenciamento e acordos de comercialização.
Parágrafo-chave sobre a origem e o apoio financeiro: o projeto contou com financiamento de FAPDF, UnB, Fiocruz, Capes, CNPq, CNBB e campanhas de financiamento coletivo. Em dois anos, a máscara saiu da pesquisa para o mercado, segundo as pesquisadoras.
Origem, tecnologia e impacto
A Vesta foi concebida para aprimorar a máscara N95 já utilizada. Ela incorpora uma camada de nanopartículas derivadas de compostos naturais, com um nanofilme antiviral à base de quitosana. Trabalho de nanotecnologia aplicado à saúde reforça a proteção do usuário.
Segundo Marcella Lemos, a máscara integra uma rede colaborativa que envolveu diversas instituições, setores da sociedade e profissionais de saúde. O objetivo maior foi transformar ciência em cuidado concreto para a população.
A UnB criou uma estrutura voltada à proteção e à licenciamento de tecnologias, com o CDT atuando na orientação de patentes, análises jurídicas e negociação de acordos. O papel institucional é destacado pelas pesquisadoras como essencial para o caminho até a sociedade.
Perspectivas e continuidade
Marcella Lemos ressalta que grandes conquistas são resultado de trabalho coletivo e investimento contínuo em ciência. Ela enfatiza a importância de apoiar a pesquisa para ampliar impactos sociais.
Graziella Joanitti defende caminhos sustentáveis na pesquisa e prevê Brasília como polo de ciência no país. Ela aponta para maior integração entre universidades, políticas públicas e sociedade como meta de longo prazo.
O conteúdo reitera que a inovação em saúde pode avançar com cooperação entre universidades, governo e setor produtivo, levando tecnologias desenvolvidas em ambiente acadêmico a uso público de forma responsável e segura.
Entre na conversa da comunidade