- Tomografia computadorizada de última geração permitiu observar o interior de múmias egípcias com cerca de 2,3 mil anos, por meio de detector de contagem de fótons na Universidade Semmelweis, na Hungria.
- As imagens não invasivas ajudam a entender técnicas de mumificação, idade dos mumificados e possíveis doenças presentes nos restos.
- Entre os restos avaliados estão duas cabeças, dois membros inferiores esquerdos e um fardo com um pé e uma mão, parte da coleção do Museu de História da Medicina Semmelweis.
- Em uma das cabeças, as imagens detalham dentes e suturas cranianas, o que pode auxiliar na determinação de idade e em reconstruções faciais; já um dos membros sugere osteoporose, e o outro pode pertencer a um jovem.
- As autoridades ressaltam que as descobertas podem embasar futuras pesquisas históricas e tecnológicas, com continuidade na avaliação das imagens para entender vida, saúde e o processo de mumificação.
O que aconteceu: pesquisadores da Universidade Semmelweis, na Hungria, empregaram tomografia computadorizada de última geração para examinar múmias egípcias de cerca de 2,3 mil anos.
Quem está envolvido: o estudo é conduzido pela instituição húngara, com uso de um tomógrafo com detector de contagem de fótons para detalhar restos mortais da coleção do Museu de História da Medicina Semmelweis.
Quando e onde: as análises foram divulgadas em 2026, realizadas na instituição em Budapeste, na Hungria, com foco em artefatos preservados no museu de história médica local.
Por que: o objetivo é entender técnicas de mumificação, idade dos mumificados e a presença de doenças, por meio de imagens não invasivas que evitam danos aos restos.
Novo olhar sobre as múmias
Entre os restos avaliados estão duas cabeças, dois membros inferiores esquerdos, um fardo com pé e uma mão, segundo o comunicado da universidade.
As imagens detalham dentes e suturas cranianas, ajudando em estimativas de idade e em reconstruções faciais dos crânios examinados, destacam os pesquisadores.
A análise sugere que um dos membros inferiores pode indicar osteoporose, enquanto o outro pode pertencer a um adulto jovem, com informações de sexo ainda em avaliação.
Desfecho e perspectivas
O fardo, antes considerado potencialmente humano ou de ave, revelou-se como pé adulto, apresentando várias camadas de bandagem mummificada.
Especialistas ressaltam que as imagens permitem novas interpretações sobre o estado de preservação e sobre o processo de mumificação utilizado na época.
Apesar dos avanços, os pesquisadores continuam avaliando as imagens para ampliar o conhecimento sobre a vida, a saúde e as técnicas de mumificação associadas aos restos analisados.
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