- Recém-incluída na lista das cem pessoas mais influentes da Time, Mariangela Hungria é pesquisadora brasileira que atua na fixação biológica do nitrogênio na Embrapa Soja.
- Ela diz que a maternidade e a ciência se complementam e que talvez não fosse boa cientista se não fosse mãe.
- A história pessoal inclui uma tatuagem com as iniciais das filhas de um lado e o símbolo do nitrogênio do outro.
- Embora tenha estudado nos Estados Unidos, nunca quis deixar o Brasil, por gratidão ao sistema formador, amor ao país e pela família.
- Em 2025 recebeu o World Food Prize; o trabalho dela ajudou o Brasil a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano em fertilizantes e a reduzir impactos ambientais.
Mariangela Hungria, pesquisadora brasileira, integra a lista das cem pessoas mais influentes da Time. A indicação destaca contribuição na fixação biológica de nitrogênio, essencial para a agricultura brasileira. O reconhecimento ocorre em meio a avanços na Embrapa Soja.
A pesquisadora atua à frente de pesquisas sobre nitrogênio no solo, contribuindo para reduzir fertilizantes e impactos ambientais. Segundo a Time, a relevância está na aplicação prática de biológicos na agricultura.
Hungria nasceu no Brasil e escolheu permanecer no país, mesmo após estudos nos Estados Unidos. Justificou a decisão pela gratidão ao sistema educacional, amor ao Brasil e vínculo com a família.
Reconhecimento internacional
A premiação a coloca ao lado de artistas e pesquisadores, incluindo Wagner Moura e Luciano Moreira. A Time descreve a lista como um retrato global da importância dos biológicos na agricultura.
A pesquisadora aponta que o prêmio aumenta a visibilidade do tema, mas ressalta a necessidade de financiamento público para pesquisa. Ela cobrou apoio governamental para continuidade de projetos.
Entre 2015 e 2022, o Brasil perdeu cerca de 7 mil cientistas, conforme o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. A situ ação envolve impactos na produção científica e na inovação.
Em 2025, Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel” da agricultura. O prêmio reforça o papel de pesquisas agrobiotecnológicas no cenário mundial.
Mesmo diante dos reconhecimentos, a pesquisadora afirma que a política de financiamento continua essencial. Ela defende políticas estáveis para manter a pesquisa no Brasil.
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