Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Polvo de 19 metros dominava mares há 100 milhões de anos

Mandíbulas bem preservadas indicam polvo gigante de até dezenove metros, desafiando a ideia de vertebrados como maiores predadores oceânicos da época

Ilustração de como o polvo gigante pode ter sido
0:00
Carregando...
0:00
  • Fósseis indicam que polvos gigantes podem ter dominado os oceanos há cerca de 100 milhões de anos, quando os dinossauros ainda vagavam pela Terra.
  • Um estudo, baseado em mandíbulas bem preservadas, sugere que esses polvos podiam atingir até 19 metros de comprimento, possivelmente os maiores invertebrados já conhecidos.
  • O tamanho estimado varia de 1,5 a 4,5 metros de corpo, o que, somado aos braços, resultaria em 7 a 19 metros no total.
  • Observações de desgaste desigual nas mandíbulas indicam que esses animais poderiam privilegiar um lado ao se alimentar, o que sugere funções cerebrais avançadas.
  • A pesquisa é liderada pela Universidade de Hokkaido e publicada na revista Science; ainda não há fósseis com conteúdo estomacal preservado para confirmar a dieta, mas a hipótese aponta amonitas como alimento provável.

O estudo aponta que polvos gigantes podem ter dominado os oceanos há cerca de 100 milhões de anos, quando os dinossauros ainda habitavam a Terra. Pesquisadores analisaram mandíbulas fossilizadas bem preservadas para reconstruir o tamanho e a dieta desses invertebrados.

Segundo os pesquisadores, esses polvos teriam atingido até 19 metros de comprimento, contando com os braços. O corpo seria de 1,5 a 4,5 metros, o que, somado aos tentáculos, resultaria em uma estatura impressionante para a época.

A pesquisa é conduzida pela Universidade de Hokkaido, no Japão, e questiona a visão tradicional de que os maiores predadores eram vertebrados. O estudo sustenta que polvos primitivos tinham mandíbulas fortes para triturar conchas e ossos de presas duras.

Os fósseis indicam desgaste desigual das mandíbulas, sugerindo possível preferência de lado ao comer. Em animais atuais, esse padrão costuma estar ligado a funções cerebrais mais complexas.

Apenas a hipótese de alimentação permanece indireta, sem conteúdo estomacal preservado nos fósseis. A possibilidade é de predadores capazes de triturar alvos firmes, como conchas duras e esqueletos de grandes peixes.

Especialistas destacam que o desenho corporal exato, a velocidade de nado e as nadadeiras reais ainda são incógnitas. A evidência principal continua sendo o tamanho estimado a partir das mandíbulas.

O polvo gigante do Pacífico, hoje a maior espécie viva, pode chegar a mais de 5,5 metros de envergadura, o que amplifica o interesse sobre esses gigantes pré-históricos.

Tamanho, mandíbulas e caçada

A análise das mandíbulas sugere predadores com capacidade de esmagar presas duras, potencialmente competindo com outros grandes predadores da época, incluindo vertebrados.

Limitações e próximas etapas

Ainda não há fósseis com conteúdo estomacal preservado para confirmar a dieta com mais segurança. Pesquisadores ressaltam que novas descobertas podem esclarecer a aparência e a velocidade de movimento desses polvos antigos.

O estudo foi publicado na revista Science, alimentando o debate sobre o papel dos invertebrados na luta pela sobrevivência nos mares pré-históricos. Fontes creditadas incluem a Universidade de Hokkaido e especialistas internacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais