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Remédio oral para psoríase amplia opções de tratamento e reduz injeções

Icotyde, aprovado pela FDA, amplia opções de tratamento para psoríase e pode reduzir a necessidade de injeções no manejo da doença

As lesões da psoríase podem aparecer em qualquer parte do corpo — Foto: Marta Wave para Pexels
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  • A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou o Icotyde, medicamento oral da Johnson & Johnson, para psoríase, ampliando as opções de tratamento.
  • O remédio pode substituir terapias injetáveis em casos moderados a graves, oferecendo alternativa oral com atuação direcionada no sistema imune.
  • O Icotyde promete eficácia próxima de 90% na maioria dos pacientes, conforme avaliações de especialistas consultados.
  • No Brasil, já havia sido aprovado, há pouco mais de um ano, o Sotyktu (deucravacitinibe), outro medicamento oral para psoríase moderada a grave, também com foco em vias inflamatórias do sistema imune.
  • A psoríase é uma doença crônica que afeta pele e qualidade de vida, e tratamentos orais direcionados chegam para ampliar as opções terapêuticas, especialmente para adesão ao tratamento.

Um medicamento oral para psoríase foi aprovado pela FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos. O Icotyde, também chamado icotrokinra, é produzido pela Johnson & Johnson e amplia as opções de tratamento para a doença crônica. A novidade pode reduzir a necessidade de injeções em pacientes moderados a graves.

A psoríase é uma condição inflamatória que afeta a pele, causando placas avermelhadas e descamativas, com coceira, dor e desconforto. Lesões aparecem com maior frequência no couro cabeludo, joelhos e cotovelos, mas podem surgir em qualquer parte do corpo, impactando também a qualidade de vida.

O Icotyde atua de maneira oral e direcionada ao sistema imune, bloqueando vias inflamatórias associadas às lesões. Em comparação com terapias intravenosas ou injetáveis, a administração por comprimido pode facilitar a adesão ao tratamento e reduzir a necessidade de aplicações frequentes.

Segundo o dermatologista Paulo Oldani, coordenador do Comitê de Acesso e Novas Tecnologias da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a evolução terapêutica elevou o patamar de resposta. Biológicos costumavam apresentar 75% de melhora; hoje, muitas vezes chegam a 90% ou 100%.

O fármaco oral representa uma classe recente de opções. O Icotyde promete eficácia próxima de 90% em muitos pacientes, com atuação mais direcionada em vias inflamatórias específicas da psoríase.

Essa inovação se soma a outra opção oral já aprovada no Brasil há pouco mais de um ano. O Sotyktu, deucravacitinibe, da Bristol Myers Squibb, atua em proteínas da resposta inflamatória para reduzir inflamação e lesões.

Especialistas ressaltam a importância de diferentes mecanismos de ação. Pacientes que usam tratamentos biológicos por longos períodos podem ter resposta reduzida, aumentando o papel de opções orais com ações distintas.

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