- A cor de abelhas da espécie Agapostemon subtilior varia com a umidade: azul-esverdeado em dias secos e verde acobreado quando o ar está úmido.
- O estudo, publicado na Biology Letters, analisou condições de baixa e alta umidade por mais de dois dias e cruzou mais de mil fotos de abelhas registradas no aplicativo iNaturalist com dados climáticos.
- Em umidade relativa do ar abaixo de 10%, predominaram tons azulados; perto de 95% surgiu um verde claro com reflexos acobreados.
- A explicação envolve cores estruturais do exoesqueleto, não pigmentos: a água faz as camadas refletoras se expandirem, alterando o espaçamento e o comprimento de onda refletido.
- O efeito é reversível e pode ocorrer em outros insetos; também levanta preocupação sobre museus, onde ambientes úmidos podem não reproduzir com fidelidade a cor observada na natureza.
A cor de abelhas da espécie Agapostemon subtilior varia com a umidade do ar, em um fenômeno observado em estudo publicado na Biology Letters. Pesquisadores combinaram condições controladas com análise de imagens para entender o efeito.
Em ambiente seco, as abelhas exibem tom azul-esverdeado intenso; com ar úmido, aparecem verde acobreado. O efeito é observado de forma reversível, conforme a umidade muda de dia para dia.
O estudo envolve abelhas de coleção submetidas a baixa e alta umidade por mais de dois dias. Paralelamente, mais de mil fotos de abelhas vivas no iNaturalist foram cruzadas com dados climáticos dos locais das observações.
A explicação mais provável envolve a estrutura do exoesqueleto: cores estruturais resultam da reflexão da luz por camadas nanoscópicas, que variam com a absorção de água e o espaçamento entre as camadas.
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