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Biodetergente criado na UFRJ amplia durabilidade de frutas

Biodetergente brasileiro, desenvolvido pela UFRJ em parceria com a Embrapa, aumenta a durabilidade de frutas sem agrotóxicos e reduz perdas na pós-colheita

Novo biodetergente brasileiro pode fazer frutas durarem muito mais nas prateleiras (Imagem: TrueCreatives via Canva)
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  • Pesquisadores da UFRJ, em parceria com a Embrapa, desenvolveram um biodetergente que aumenta a durabilidade de frutas e legumes sem agrotóxicos.
  • A tecnologia pode reduzir perdas pós‑colheita e beneficiar economia, meio ambiente e sociedade; em laranjas, houve preservação após contato com fungos.
  • O biodetergente atua como revestimento protetor na superfície da fruta, atrapalhando o desenvolvimento de fungos e retardando a deterioração, sem deixar resíduos tóxicos.
  • A próxima etapa é a escala industrial, com esteiras automatizadas em vez de aplicação manual, para uso em alimentos como morango, mamão, goiaba, feijão e soja.
  • Se confirmar eficácia em escala, a inovação pode reduzir desperdício, diminuir custos dos produtores e ampliar a oferta aos consumidores, com possibilidade de chegar ao mercado nos próximos anos.

A pesquisa brasileira desenvolveu um biodetergente capaz de aumentar a durabilidade de frutas e legumes sem agrotóxicos. O trabalho juntou a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Embrapa, com foco no pós-colheita.

Nos testes com laranjas, a maioria das frutas tratadas permaneceu preservada mesmo após exposição a fungos na casca, indicando alta eficiência contra contaminação. O produto atua como revestimento protetor na superfície.

O biodetergente tem relação com a redução de perdas na cadeia produtiva, sobretudo durante transporte, armazenamento e exposição nas prateleiras. Ele não deixa resíduos tóxicos e favorece aplicações pós-colheita.

Como funciona o biodetergente

O produto cria uma camada protetora na fruta que dificulta a proliferação de fungos e retarda a deterioração. A aplicação ocorre na superfície, sem necessidade de agrotóxicos tradicionais.

Pesquisadores destacam que o uso é voltado para preservação após a colheita, com potencial de aplicação em larga escala em indústrias de processamento de alimentos.

Caminhos para a indústria

Após a publicação em revista científica, a próxima etapa é testar em escala industrial com esteiras automatizadas, substituindo a aplicação manual de laboratório. O objetivo é adaptar o processo ao processamento comercial.

Além das laranjas, pesquisadores avaliam a viabilidade do biodetergente para morango, mamão, goiaba, feijão e soja. Resultados consistentes em escala seriam determinantes para o impacto econômico e social.

Os especialistas ressaltam que, se confirmada a eficácia, a tecnologia pode reduzir desperdícios, diminuir custos para produtores e ampliar a oferta de alimentos para o consumidor. A previsão é de avanços nas próximas fases de pesquisa.

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