- Evento CNN Talks Agro, durante a Agrishow, discutiu decisões presentes para a resiliência, tecnologia e desafios climáticos do agronegócio brasileiro, com participação de Silvia Massruhá (Embrapa), Mônika Bergamaschi (Senar) e Fernando Capra (Baldan).
- Foi ressaltado que o futuro do setor depende de investimentos atuais em inovação, pesquisa, mecanização, capacitação profissional e sustentabilidade, para manter a liderança global frente às mudanças climáticas e à demanda por alimentos.
- Massruhá afirmou que a agropecuária brasileira já tem base sustentável construída pela pesquisa, e que o desafio é aumentar a produtividade conservando recursos naturais, destacando a necessidade de transformar ciência em política de Estado permanente.
- Bergamaschi destacou a diversidade de produtores, especialmente pequenas e médias propriedades, e a importância de levar tecnologia a todos, com foco em renda, produtividade e qualidade de vida no campo, além de assistência técnica e capacitação.
- Capra afirmou que o produtor brasileiro adota rapidamente novas tecnologias e que a indústria precisa desenvolver soluções regionais, mantendo investimentos em inovação mesmo em cenários de queda de vendas, com projetos conjuntos com a Embrapa para recuperação de áreas degradadas e uso eficiente de implementos.
O segundo painel do CNN Talks Agro, realizado nesta segunda-feira (27) durante a Agrishow, abordou o tema Decisões de hoje, Resultados do Amanhã: Resiliência, Tecnologia e Desafios Climáticos. Participaram Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, Mônika Bergamaschi, diretora de Operações do Senar, e Fernando Capra, CEO da Baldan. O debate destacou que o futuro do agronegócio depende de decisões atuais em inovação, pesquisa, mecanização, capacitação e sustentabilidade.
A presidente da Embrapa afirmou que a agropecuária brasileira já nasce com base sustentável construída ao longo de décadas de pesquisa. O desafio hoje é aumentar produtividade sem degradar os recursos naturais, diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Ela ressaltou a necessidade de transformar ciência em política de Estado permanente, para evitar efeitos futuros dawise investimentos.
A diretora do Senar destacou a diversidade do setor e a importância das pequenas e médias propriedades, citar São Paulo como exemplo, onde a área média é inferior a 50 hectares. Segundo ela, tecnologia precisa chegar a todos os produtores, com foco em renda, produtividade e melhoria da qualidade de vida no campo. A assistência técnica e a capacitação são essenciais para converter inovação em resultado econômico.
Fernando Capra, CEO da Baldan, ressaltou a rápida adoção de novas tecnologias pelos produtores brasileiros. A indústria tem o papel de desenvolver soluções adequadas às diferentes realidades regionais, mesmo diante de uma retração nas vendas de máquinas. Manter investimentos em inovação é estratégico para atender às demandas futuras do campo, disse.
Desafios e Caminhos
Os debatedores indicaram necessidades como ampliar investimentos em ciência, reduzir a dependência externa de fertilizantes, avançar na segurança jurídica no campo e fortalecer políticas públicas de longo prazo. Capra citou projetos com a Embrapa voltados à recuperação de áreas degradadas e ao uso eficiente de implementos agrícolas, apontando que o crescimento da produção pode ocorrer sem novas áreas.
Ao fim do painel, ficou clara a percepção de que o Brasil tem condições para seguir como potência agroambiental global, desde que haja pactos estáveis para transformar conhecimento em ações permanentes. O debate reuniu perspectivas de governo, indústria e pesquisa para mapear caminhos diante dos desafios climáticos.
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