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Ex-senador Ben Sasse discute morte e droga milagrosa no 60 Minutes

Ex-senador Ben Sasse afirma, no 60 Minutes, que daraxonrasib pode ampliar sobrevida de câncer de pâncreas e reduzir toxicidade da quimioterapia

Ben Sasse (R-NE) questions U.S. Supreme Court nominee Judge Ketanji Brown Jackson during her Senate Judiciary Committee confirmation hearing in the Hart Senate Office Building on Capitol Hill, March 22, 2022 in Washington, DC.
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  • Ex-senador republicano Ben Sasse afirma que um medicamento em estudo, chamado daraxonrasib, o tem ajudado a gerenciar o câncer de pâncreas em tratamento clínico, após anúncio do diagnóstico em dezembro.
  • Sasse participou do programa 60 Minutes no domingo, 26 de abril, dizendo que, apesar da doença ter se espalhado para pulmões e fígado, a droga tem reduzido significativamente o tumor e diminuído a dor.
  • Segundo ele, houve uma queda de 76% no volume do tumor nos últimos quatro meses, o que o faz acreditar que pode viver mais tempo do que o previsto anteriormente.
  • O daraxonrasib é desenvolvido pela Revolution Medicines e é tomado oralmente; especialistas dizem que a droga pode oferecer tratamento com menor toxicidade em relação à quimioterapia.
  • Na análise de resultados do estudo, pacientes que usaram daraxonrasib tiveram mediana de sobrevida de 13,2 meses, frente a 6,7 meses para quimioterapia; a FDA está avaliando a segurança do medicamento, com processo de aprovação acelerado em programa piloto.

Ben Sasse, ex-senador republicano pelo Nebraska, afirmou, em entrevista ao programa 60 Minutes, que o tratamento com um medicamento em estudo ajudou a gerenciar seu câncer de pâncreas. O político anunciou o diagnóstico em dezembro e contou que ainda tem tempo de vida, graças ao medicamento em avaliação pela FDA, aliado à oração e ao que chamou de providência.

Segundo Sasse, o câncer se espalhou para pulmões e fígado, mas o tratamento com daraxonrasib reduziu significativamente o volume tumoral. O ex-senador informou também uma queda expressiva na dor, citando menor pressão tumoral na coluna e alívio com o uso de morfina. A dose diária do fármaco tem sido associada a efeitos tóxicos menores que a quimioterapia.

O daraxonrasib foi desenvolvido pela Revolution Medicines, empresa sediada na Califórnia. O medicamento é aplicado por via oral e atua direcionando mutações genéticas da família KRAS, associadas à maioria dos casos de câncer de pâncreas. Pesquisas indicam que a droga pode oferecer benefício de sobrevida com toxicidade reduzida.

Dados de estudo divulgados pela empresa indicam mediana de sobrevida de 13,2 meses para pacientes que receberam daraxonrasib, frente a 6,7 meses com quimioterapia. A FDA está avaliando a segurança e eficácia do medicamento, em etapa de revisão acelerada por meio de um programa piloto.

Especialistas ouvidos pela imprensa disseram que o tratamento tem potencial para ampliar opções terapêuticas no câncer de pâncreas, com possibilidade de menor toxicidade. A avaliação regulatória, segundo a Universidade de Colorado Anschutz, pode ocorrer em prazos menores devido ao novo programa.

O caso de Sasse foi apresentado na entrevista da 60 Minutes, transmitida no domingo, 26 de abril. O ex-senador também mencionou que, apesar do diagnóstico, mantém planos de seguir ativo em atividades públicas e com a família, ajustando expectativas de vida.

Sobre o medicamento

  • Daraxonrasib: medicamento em estudo da Revolution Medicines.
  • Formato: tomada oral diária.
  • Objetivo: inibir mutações do gene KRAS associadas ao câncer de pâncreas.
  • Status: em avaliação pela FDA, com possibilidade de aceleração do processo de aprovação.

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