- Ex-senador republicano Ben Sasse afirma que um medicamento em estudo, chamado daraxonrasib, o tem ajudado a gerenciar o câncer de pâncreas em tratamento clínico, após anúncio do diagnóstico em dezembro.
- Sasse participou do programa 60 Minutes no domingo, 26 de abril, dizendo que, apesar da doença ter se espalhado para pulmões e fígado, a droga tem reduzido significativamente o tumor e diminuído a dor.
- Segundo ele, houve uma queda de 76% no volume do tumor nos últimos quatro meses, o que o faz acreditar que pode viver mais tempo do que o previsto anteriormente.
- O daraxonrasib é desenvolvido pela Revolution Medicines e é tomado oralmente; especialistas dizem que a droga pode oferecer tratamento com menor toxicidade em relação à quimioterapia.
- Na análise de resultados do estudo, pacientes que usaram daraxonrasib tiveram mediana de sobrevida de 13,2 meses, frente a 6,7 meses para quimioterapia; a FDA está avaliando a segurança do medicamento, com processo de aprovação acelerado em programa piloto.
Ben Sasse, ex-senador republicano pelo Nebraska, afirmou, em entrevista ao programa 60 Minutes, que o tratamento com um medicamento em estudo ajudou a gerenciar seu câncer de pâncreas. O político anunciou o diagnóstico em dezembro e contou que ainda tem tempo de vida, graças ao medicamento em avaliação pela FDA, aliado à oração e ao que chamou de providência.
Segundo Sasse, o câncer se espalhou para pulmões e fígado, mas o tratamento com daraxonrasib reduziu significativamente o volume tumoral. O ex-senador informou também uma queda expressiva na dor, citando menor pressão tumoral na coluna e alívio com o uso de morfina. A dose diária do fármaco tem sido associada a efeitos tóxicos menores que a quimioterapia.
O daraxonrasib foi desenvolvido pela Revolution Medicines, empresa sediada na Califórnia. O medicamento é aplicado por via oral e atua direcionando mutações genéticas da família KRAS, associadas à maioria dos casos de câncer de pâncreas. Pesquisas indicam que a droga pode oferecer benefício de sobrevida com toxicidade reduzida.
Dados de estudo divulgados pela empresa indicam mediana de sobrevida de 13,2 meses para pacientes que receberam daraxonrasib, frente a 6,7 meses com quimioterapia. A FDA está avaliando a segurança e eficácia do medicamento, em etapa de revisão acelerada por meio de um programa piloto.
Especialistas ouvidos pela imprensa disseram que o tratamento tem potencial para ampliar opções terapêuticas no câncer de pâncreas, com possibilidade de menor toxicidade. A avaliação regulatória, segundo a Universidade de Colorado Anschutz, pode ocorrer em prazos menores devido ao novo programa.
O caso de Sasse foi apresentado na entrevista da 60 Minutes, transmitida no domingo, 26 de abril. O ex-senador também mencionou que, apesar do diagnóstico, mantém planos de seguir ativo em atividades públicas e com a família, ajustando expectativas de vida.
Sobre o medicamento
- Daraxonrasib: medicamento em estudo da Revolution Medicines.
- Formato: tomada oral diária.
- Objetivo: inibir mutações do gene KRAS associadas ao câncer de pâncreas.
- Status: em avaliação pela FDA, com possibilidade de aceleração do processo de aprovação.
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