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Novas medicações para emagrecimento exigem cautela no uso

Semaglutida e tirzepatida exigem indicação e acompanhamento; sem controle, há risco de perda de massa muscular e efeitos adversos

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  • Médicos destacam avanços de semaglutida e tirzepatida no tratamento da obesidade, mas ressaltam que o uso requer indicação, avaliação clínica e acompanhamento nutricional.
  • Ensaios no New England Journal of Medicine indicaram redução de peso com semaglutida de 2,4 mg associada a mudanças no estilo de vida, e perda de peso sustentada com tirzepatida em 72 semanas.
  • Especialista alerta que uso sem critério pode aumentar riscos de efeitos adversos, além de queda de massa magra e reganho de peso após a interrupção.
  • Redução de massa magra é uma preocupação; é recomendado acompanhamento com proteína adequada, treino de resistência e avaliação de nutrientes.
  • Orientação sugere tratamento integrado: avaliação médica, plano alimentar, monitoramento da composição corporal, prática de atividade física e ajuste de dose conforme necessidade.

A incorporação de fármacos como semaglutida e tirzepatida tem mudado o tratamento da obesidade nos últimos anos. Estudos mostram redução de peso quando associados a mudanças no estilo de vida, mas profissionais alertam para o uso apenas com indicação médica e acompanhamento.

Para o médico Gustavo Darezzo, os novos medicamentos são ferramentas importantes, porém não soluções isoladas. O tratamento precisa considerar composição corporal, ingestão de proteína, função metabólica e exames, com monitoramento individualizado.

Além disso, há preocupação com a perda de massa magra durante o emagrecimento. Revisões recentes indicam que, embora haja redução de gordura, parte dos pacientes pode perder músculo sem orientação nutricional e de treino adequados.

Atenção também aos sinais de efeitos adversos ou reganho de peso após a interrupção. Queda de cabelo, unhas frágeis e cansaço podem indicar falta de suporte ou ajustes na estratégia terapêutica.

Avanços e cuidados

A orientação de sociedades médicas aponta tratamento integrado: avaliação clínica, plano alimentar, acompanhamento da composição corporal e revisões de dose. A abordagem busca segurança, ciência e eficácia ao longo do tempo.

Conduta clínica recomendada

O objetivo é manter função, força e qualidade de vida, não apenas reduzir números na balança. O uso de fármacos deve ocorrer com indicação clínica, suporte nutricional e acompanhamento multidisciplinar contínuo.

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