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Pesquisadores recuperam 42 páginas perdidas de manuscrito do Novo Testamento

Universidade de Glasgow recupera quarenta e duas páginas perdidas do Codex H, usando imagem multiespectral, revelando técnicas de cópia e uso religioso antigo

Torre da Universidade de Glasgow, na Escócia, em foto de 2017. (Foto: Pradeep/Wikimedia Commons)
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  • Pesquisadores da Universidade de Glasgow recuperaram quarenta e duas páginas perdidas do Codex H, cópia do século VI das Cartas de São Paulo.
  • O manuscrito original foi desmontado no século XIII no Mosteiro Great Lavra, em Monte Athos, e suas folhas foram reaproveitadas como capas e reforços de encadernação.
  • Partes físicas já conhecidas do Codex H estão em bibliotecas da Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França; a partir desses fragmentos, foram reconstruídas as páginas perdidas.
  • A recuperação usou imagem multiespectral, que revela marcas de tinta invisíveis a olho nu e textos apagados, além de impressões fantasma de textos em páginas vizinhas.
  • Especialistas em Paris realizaram testes de datação por carbono; os achados ajudam a entender como os textos cristãos eram copiados, organizados e lidos, incluindo listas de capítulos e anotações marginais.

Ao divulgar a descoberta, a Universidade de Glasgow informou que pesquisadores recuperaram 42 páginas perdidas de um manuscrito antigo do Novo Testamento. Trata-se do Codex H, uma cópia do século VI das Cartas de São Paulo.

A obra foi desmontada no século XIII no Mosteiro Great Lavra, no Monte Athos, na Grécia. Na época, as folhas de pergaminho eram caras e reaproveitadas em outros livros.

Parte dos fragmentos do Codex H está dispersa por bibliotecas na Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França. A recuperação ocorreu a partir da análise desses trechos preservados.

Para resgatar o conteúdo desaparecido, a equipe liderada pelo professor Garrick Allen usou imagem multiespectral. O método identifica marcas de tinta invisíveis e reconstitui textos apagados.

Impressões fantasma deixadas por reaplicações de tinta em páginas vizinhas também foram detectadas e processadas digitalmente. Técnicas de datação por carbono ajudaram a embasar os testes auxiliares.

Embora haja trechos já conhecidos das Cartas de São Paulo, a descoberta fornece pistas sobre como os textos eram copiados e organizados nos primeiros séculos. Entre os achados estão listas de capítulos antigas.

Os fragmentos mostram ainda correções de escribas, anotações marginais e marcas de uso religioso cotidiano, oferecendo nova visão sobre a circulação do códice. A pesquisa envolveu especialistas em Paris para a validação.

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