Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo de Harvard aponta aceleração da evolução humana nos últimos 10 mil anos

Estudo com dezesseis mil genomas antigos indica evolução humana mais rápida nos últimos dez mil anos, impulsionada pela agricultura

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de Harvard, publicado na Nature, analisou quase 16 mil genomas antigos para entender a evolução humana.
  • Dados indicam que a evolução acelerou nos últimos 10 mil anos, especialmente após a invenção da agricultura.
  • A transição do modo caçador‑colecionador trouxe novos hábitos, doenças e pressões ambientais que moldaram o DNA.
  • Mudanças incluem a tolerância à lactose, mutações ligadas à saúde e resistência a infecções, além de variantes associadas à pele clara e cabelo ruivo.
  • Além da seleção natural, migrações e fatores aleatórios também influenciaram; o estudo se concentrou na Eurásia, e mais pesquisas são necessárias.

A evolução humana apresentou sinais de aceleração nos últimos 10 mil anos, segundo um estudo liderado por cientistas de Harvard e publicado na revista Nature. A pesquisa analisou quase 16 mil genomas antigos para mapear mudanças ao longo do tempo.

O trabalho indica que o grande salto ocorreu com a adoção da agricultura, quando o estilo de vida caçador-coletor foi substituído por hábitos sedentários, novos ambientes e pressões seletivas diferentes. As mudanças aparecem no DNA ao longo das eras.

Entre os exemplos está a mutação que permite a digestão de lactose em adultos, surgida com a domesticação de animais leiteiros. A vantagem fornecida pela mutação ajudou a sustentar populações que passaram a consumir leite.

Mutações associadas à saúde também aparecem com maior frequência, incluindo resistência a infecções e redução de riscos de algumas doenças. Mudanças físicas, como pele mais clara e cabelo ruivo, também aparecem entre as variações.

Os autores ressaltam que a seleção natural não explica sozinha todas as mudanças; migrações humanas e fatores aleatórios também contribuíram para o mosaico genético atual. O estudo foca na Eurásia, com necessidade de mais pesquisas em outras regiões.

Os dados sugerem que a evolução humana recente tem sido mais dinâmica do que se pensava, ressaltando a complexidade dos processos que moldam o genoma ao longo do tempo. A conclusão, no entanto, depende de novas análises em diferentes populações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais