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Molécula criada por IA pode ser alternativa ao Ozempic para obesidade

Molécula BRP, identificada por IA na Stanford, promete agir diretamente no hipotálamo com menos efeitos colaterais que GLP-1

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  • Pesquisadores da Stanford Medicine identificaram a BRP, molécula de 12 aminoácidos, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial chamada Peptide Predictor.
  • O composto atua no centro de controle do apetite no hipotálamo, diferente das canetas emagrecedoras que atingem principalmente o tronco encefálico.
  • Em estudos com animais, camundongos obesos que receberam BRP perderam gordura sem perder massa muscular.
  • A BRP é apresentada como possível alternativa aos moduladores GLP‑1 (Ozempic, Wegovy, Mounjaro), mas ainda não há testes em humanos confirmados.
  • As pesquisadoras preveem iniciar testes clínicos em humanos em breve, mas a segurança e eficácia em pessoas ainda precisam ser comprovadas.

Uma molécula identificada por inteligência artificial pode ampliar o leque de opções para obesidade, segundo estudo recente. O peptídeo BRP age no centro de controle do apetite, no hipotálamo, e pode reduzir gordura sem os efeitos colaterais comuns de GLP-1.

A descoberta ocorreu em Stanford, nos Estados Unidos, em 2025. A equipe utilizou a ferramenta Peptide Predictor para analisar cerca de 20 mil genes humanos e rastrear peptídeos que atuam como hormônios. Testes com animais indicaram perda de gordura sem redução de massa muscular.

Os resultados apontam que o BRP envolve apenas o hipotálamo, ao contrário de algumas canetas emagrecedoras que afetam também o tronco encefálico. Pesquisadores destacam que esse isolamento pode reduzir efeitos adversos típicos, como náusea e vômitos.

Descoberta e funcionamento

A molécula BRP reúne 12 aminoácidos que modulam o centro de apetite. Em camundongos obesos, a administração diária do peptídeo levou à perda de gordura, com preservação de tecido muscular. A via de ação difere da GLP-1.

O BRP poderia evoluir para uma classe de fármacos com vias de atuação mais restritas ao hipotálamo. Receptores GLP-1 também aparecem no intestino e pâncreas, o que pode explicar a presença de efeitos colaterais em tratamentos atuais.

Futuro clínico e avaliações

Autoras do estudo já planejam testes clínicos em humanos em breve, embora especialistas ressaltem a incerteza de transferir resultados de animais para pessoas. A obesidade permanece uma condição crônica que exige tratamentos bem avaliados e seguros a longo prazo.

Pesquisadores destacam que, mesmo com promissoras evidências animias, a segurança de um medicamento derivado do BRP precisa ser comprovada em fases clínicas. A comparação com GLP-1 continua como referência de eficácia e segurança.

Conclusões preliminares

A pesquisa evidencia uma nova via de atuação potencial para o controle do apetite. O BRP demonstra vantagem ao reduzir gordura sem comprometer massa muscular nos modelos animais. Ainda assim, o caminho rumo a uso humano depende de mais estudos.

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