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Morre Silvano Raia, professor da USP e pioneiro em transplantes de fígado

Morre Silvano Raia, pioneiro mundial em transplante de fígado e ex-diretor da FMUSP, legado que impulsionou xenotransplantes e a formação de cirurgiões no Brasil

Silvano Raia dedicou a vida ao avanço da cirurgia hepática e formou gerações de cirurgiões transplantadores de fígado
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  • Morreu o professor Silvano Raia, cirurgião e ex-diretor da Faculdade de Medicina da USP, aos 95 anos, em decorrência de problemas pulmonares.
  • Foi pioneiro mundial em transplantes de fígado, realizando o primeiro transplante com doador vivo e o primeiro com doador cadáver na América Latina.
  • Liderou a Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas da USP e atuou como Secretário Municipal da Saúde de São Paulo, além de coordenar ações do Ministério da Saúde para a rede nacional de transplantes.
  • Em 2024, foi homenageado em entrevista pela Rádio USP; em 2025 lançou o livro O impossível é apenas o começo, sobre sua vida e trajetória no xenotransplante.
  • Em março, participou do desenvolvimento do primeiro porco clonado no Brasil para pesquisas de xenotransplante, projeto liderado por Raia junto a Mayana Zatz e Jorge Kalil; o velório ocorreu das 15h às 20h no Teatro da FMUSP.

Silvano Raia, médico e ex-diretor da Faculdade de Medicina da USP, faleceu nesta terça-feira (28), aos 95 anos, por problemas pulmonares. O professor foi uma referência da cirurgia hepática e da gestão da saúde pública no Brasil.

Formado pela USP em 1956, Raia fez doutorado na Universidade de Londres em 1966 e atuou como professor titular na FMUSP, exercendo a direção entre 1982 e 1986. Também teve atuação internacional em instituições como a Universidade de Cambridge.

Entre suas marcas no campo cirúrgico, destaca-se o primeiro transplante de fígado com doador cadavérico na América Latina e, ainda, o primeiro transplante de fígado com doador vivo no mundo. Conduziu avanços que moldaram a prática no Brasil.

Legado e atuação

Raia criou a Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas da FMUSP e ajudou a estruturar a rede de transplantes na cidade e no país. Também atuou como Secretário Municipal da Saúde de São Paulo e coordenador do MS para a expansão de transplantes.

Sua trajetória acompanhou o desenvolvimento de xenotransplantes no Brasil. Em 2024, aos 93 anos, foi lembrado em entrevista ao programa Universidade 93,7, da Rádio USP, que ressaltou sua formação e vocação cirúrgica.

Últimos anos e reconhecimento

Em 2025, o médico lançou o livro O impossível é apenas o começo, pela editora Labrador, relatando a vida profissional e a atuação com xenotransplantes. O projeto brasileiro de xenotransplantes ganhou visibilidade com o nascimento de um porco clonado em 2024.

O trabalho de Raia também envolveu colaborações com Mayana Zatz e Jorge Kalil, da USP, no Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante, com apoio da Fapesp. O objetivo é desenvolver órgãos de origem animal para ajudar pacientes humanos.

O velório será nesta terça, 28 de abril, das 15h às 20h, no Teatro da Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Dr. Arnaldo, 455, Cerqueira César, São Paulo.

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