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O que são as escamas de dragão encontradas no solo de Marte

Rochas em Antofagasta exibem polígonos em forma de colmeia; indicam passado quente e úmido e possível preservação de compostos orgânicos

Foto da superfície de Marte capturada pelo Rover Curiosity
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  • O rover Curiosity, da Nasa, registrou rochas com padrão geométrico tipo “escamas” no solo próximo à cratera Antofagasta, em Marte, em dezoito de abril.
  • As rochas apresentam rachaduras que formam polígonos alinhados, formando um relevo visível que se estende por metros.
  • Os cientistas chamaram o fenômeno de “polígonos em forma de colmeia” e destacam que, na Terra, esse tipo de padrão surge em solos que passam por ciclos de secagem e umidade.
  • A teoria é que, há cerca de três bilhões e seiscentos milhões a três bilhões e oitocentos milhões de anos, Marte poderia ter passado por um clima mais quente e úmido do que hoje.
  • Embora tenha desistido de perfurar o interior da cratera por causa de riscos de afundamento, a equipe realizou análises detalhadas das rochas nas bordas com câmeras e instrumentos químicos, em busca de compostos orgânicos.

O robô Curiosity, da Nasa, registrou vastas regiões de rochas marcianas cobertas por um padrão geométrico que lembra escamas de crocodilo ou de dragão. As imagens foram feitas em 13 de abril, nas proximidades da cratera Antofagasta, e já atraem atenção de cientistas ao redor do mundo.

As rochas exibem rachaduras regulares formando polígonos dispostos lado a lado, como peças de um quebra-cabeça. A equipe classificou o fenômeno como “polígonos em forma de colmeia”. A cientista Abigail Fraeman explicou que esse tipo de padrão já havia sido observado antes em Marte, mas nunca em tanta extensão.

Na Terra, paysages semelhantes surgem em solos que passam por ciclos de secagem e umidade, gerando tensões que provocam rachaduras. Em Marte, a hipótese sugere que 3,6 a 3,8 bilhões de anos atrás o clima pode ter sido mais quente e úmido do que hoje. Com o tempo, minerais preencheram as frestas, preservando os filamentos rochosos.

O que os cientistas buscam

A equipe tentou perfurar o interior da cratera Antofagasta, mas desistiu por risco de afundamento do rover em solo arenoso. As bordas, no entanto, forneceram dados Pedro a partir de câmeras de alta precisão e instrumentos químicos para analisar as rochas poligonais. O objetivo é entender a composição mineral e o passado hídrico da região.

Perspectiva científica

A região é considerada promissora porque pode abrigar compostos orgânicos, componentes relevantes para o estudo da origem da vida. Os dados coletados continuam sendo analisados, com o objetivo de esclarecer a história geológica da cratera e a evolução do ambiente marciano.

Distinção entre imagem e realidade

O fenômeno retratado é, em parte, explicado pela pareidolia, o impulso humano de reconhecer padrões familiares em formas aleatórias. Embora a “escama de dragão” tenha apelo visual, a prioridade da comunidade científica permanece investigar o que esses padrões revelam sobre a história geológica e climática de Marte.

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