- O verão de 2025 foi de temperaturas extremas na Europa, incluindo onda de calor no Círculo Ártico e mais de noventa e cinco por cento do continente em chamas, segundo relatório científico.
- As temperaturas médias da superfície do mar na Europa atingiram os melhores (mais quentes) índices já registrados; a cobertura de neve caiu; e a massa de neve caiu cerca de quarenta e cinco por cento.
- Svalbard teve um aquecimento entre três e quatro vezes acima da média europeia, um dos locais de aquecimento mais rápido do planeta.
- Incêndios devastaram a Península Ibérica, especialmente na Espanha, que concentrou parte significativa da área queimada da Europa; mais de um milhão de hectares foram contaminados pelo fogo em 2025.
- O gelo na Groenlândia encolheu de forma relevante e houve derretimento de geleiras na Islândia; ao mesmo tempo, o calor nos oceanos levou a recordes de temperatura de água e aumento do nível do mar.
Em 2025, a Europa viveu um ano recorde de calor. A onda de calor no Círculo Ártico levou temperaturas acima de 30C em julho, marcando o nordeste como parte de um verão que afetou quase todo o continente. O período de calor foi acompanhado por noites tropicais em países tradicionalmente frios, como Noruega, Suécia e Finlândia.
Cientistas apontam que as temperaturas médias europeias subiram 0,56C por década desde meados dos anos 1990, mais rápido que em qualquer outro continente. Dados do Copernicus e da Organização Meteorológica Mundial mostram recordes de temperatura de superfície do mar, redução de cobertura de neve e diminuição de massa de gelo em várias regiões.
Aquecimento acelerado também trouxe consequências diretas. Mais de um milhão de hectares queimaram na Europa em 2025, com a Península Ibérica registrando o pior equilíbrio entre seca de verã e incêndios intensos. Em Espanha, bombeiros voluntários perderam suas vidas tentando conter as chamas com ferramentas simples.
Impactos ambientais
A temperatura das águas ao redor da Europa atingiu patamares sem precedentes, com 86% do oceano apresentando ondas de calor em algum momento de 2025. A cobertura de neve caiu 31% e o volume de neve caiu 45% frente à média recente. Svalbard mostrou um aquecimento entre três e quatro vezes maior que a média continental.
Recarga de gelo e nível do mar
A camada de gelo da Groenlândia perdeu cerca de 139 gigatoneladas de gelo em 2025, contribuindo para um aumento global do nível do mar de quase meio milímetro. Em Iceland houve uma das maiores perdas de massa de gelo já registradas naquele país.
Chamadas à ação
Especialistas ressaltam que, para manter metas climáticas, é necessário reduzir drasticamente as emissões de carbono. Ações de adaptação também são defendidas, como alertas de evacuação mais eficazes, cidades com mais áreas verdes e maior proteção à população vulnerável durante ondas de calor.
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