- A perda de florestas primárias no Brasil caiu 42% em 2025 frente a 2024, a menor desde o início da série histórica em 2002.
- No ritmo global, a perda caiu 36% no ano passado, com o Brasil contribuindo para essa queda; foram 25,5 milhões de hectares a nível mundial em 2025.
- Mesmo com a redução, o Brasil permaneceu líder em área perdida, com 1,63 milhão de hectares subtraídos em 2025.
- Além do Brasil, compõem o top cinco da perda global em 2025 Bolívia, República Democrática do Congo, Indonésia e Peru.
- Especialistas destacam a importância de políticas públicas fortalecidas e fiscalização, especialmente diante do risco de incêndios com El Niño previsto para 2026.
A perda de florestas primárias no mundo caiu 36% em 2025, impulsionada pela menor taxa de desmatamento no Brasil desde o início da série histórica, em 2002. O dado é do Global Forest Watch, parceria entre o World Resources Institute e a Universidade de Maryland. O relatório aponta que o Brasil registrou queda de 42% na perda de cobertura florestal primária no ano passado.
Registros indicam que, apesar da redução brasileira, o país ainda detém a maior área de floresta tropical perdida globalmente, com 1,63 milhão de hectares subtraídos em 2025, o que equivale a quase 11 vezes a área da cidade de São Paulo.
A queda global ocorreu em meio a uma combinação de políticas públicas, fiscalização mais robusta e cooperação entre governo, sociedade civil, academia, comunidades locais e setor privado. A diretora executiva do WRI Brasil ressalta a importância dessa parceria para soluções em segurança alimentar, energética e climática.
Panorama global
No mundo, a cobertura florestal primária atingiu 25,5 milhões de hectares perdidos em 2025, segundo o Global Forest Watch. O indicador é o sexto maior registro da série, ainda que menor que 2024. O relatório também aponta que o desmatamento por incêndios cresceu, respondendo por 42% da perda global em 2025.
O aumento da frequência de incêndios é associado a mudanças climáticas e a eventos El Niño previstos para 2026. Especialistas destacam a necessidade de ações de prevenção associadas a fiscalizações, planejamento e participação de comunidades locais para mitigar os impactos.
O documento cita que desde 2021 mais de 140 países assumiram compromissos para interromper e reverter o desmatamento até 2030. Em 2025, o ritmo de queda ainda está aquém do necessário para cumprir metas globais.
Brasil e política pública
Dados oficiais indicam uma atuação de maior rigor em áreas de desmatamento na Amazônia. A diretora do WRI Brasil atribui a redução no Brasil à retomada do PPCDAm e ao aumento da fiscalização pelo Ibama, com multas e penalidades mais rigorosas.
A liderança brasileira na proteção florestal é destacada como resultado de uma “força-tarefa” entre governo, sociedade civil, academia, comunidades locais e setor privado. O país continua responsável pela maior área de floresta tropical do mundo, o que implica responsabilidades especiais na preservação ambiental.
Entre na conversa da comunidade