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Homem que percorre passagens subterrâneas em Chernobyl tem trabalho considerado muito perigoso

Pesquisadores percorrem passagens subterrâneas sob o reator de Chernobyl para monitorar radiação e o combustível nuclear remanescente

Entenda como pesquisadores entram nas passagens subterrâneas de Chernobyl para monitorar radiação e os perigos do trabalho
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  • Quase quarenta anos após o acidente, há uma rede subterrânea sob o reator 4 para monitorar radiação e o estado do combustível nuclear.
  • O pesquisador Anatolii Doroshenko desce ao local pelo menos uma vez ao mês para verificar equipamentos, instalar medidores, coletar amostras e acompanhar o combustível.
  • Cerca de 200 toneladas de combustível ainda ficam dentro da unidade 4; parte se transformou em cório e formou estruturas de alta radiação, como a chamada “pata de elefante”.
  • Acesso às passagens exige proteção completa e procedimentos de descontaminação na saída, com tempos de permanência limitados em áreas mais radioativas.
  • Mesmo com o sarcófago e o Novo Confinamento Seguro, o monitoramento continua para entender o comportamento do combustível e evitar reações descontroladas.

Quase quatro décadas após o acidente de Chernobyl, a usina mantém vigilância constante. Sob o reator 4, destruído em 1986, existe uma rede de salas e passagens onde a radiação ainda está presente e pesquisadores precisam entrar para monitorar riscos.

Entre os responsáveis pela coleta de dados está Anatolii Doroshenko, do Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares, da Ucrânia. Ele desce às passagens pelo menos uma vez por mês para inspecionar equipamentos, instalar medidores, coletar amostras e acompanhar o estado do combustível nuclear. Acesso ao local exige planejamento constante.

A cerca de 10 metros de profundidade, áreas que sobreviveram ao desastre permanecem contaminadas. O espaço é inseguro: paredes, pisos e até o ar contêm traços de radiação, e em algumas salas o tempo de permanência é limitado a poucos minutos. Nos trajetos, a tração entre corredores estreitos e escombros impõe cautela extrema.

Ao redor do reator, cerca de 200 toneladas de combustível nuclear ainda residem na unidade 4, incluindo material transformado em cório que se espalhou pelas ruínas. Parte desse material fica em zonas inacessíveis, cobertas por concreto desde as tentativas de contenção. A retirada de amostras ainda é considerada importante para avaliar o risco nuclear.

Para entrar e sair das áreas críticas, a equipe usa várias camadas de proteção, incluindo respiradores, vestimentas e, em trechos mais desafiadores, trajes especializados. Ao final do trabalho, passa por controles, troca de roupas, banho e medições para verificar a ausência de partículas radioativas no corpo.

Mesmo com as medidas rigorosas, o pesquisador destaca que o medo é parte do protocolo, ajudando a manter a disciplina e reduzir doses de radiação. A cautela evita que a experiência se torne um afastamento perigoso dos riscos.

O reator 4 continua protegido por um sarcófago e pelo Novo Confinamento Seguro, estruturas que isolam a radiação por cerca de 100 anos. Ainda assim, a monitorização permanece necessária, já que o acesso direto ao núcleo não é possível. As medições são feitas de forma indireta para entender o comportamento do combustível remanescente.

Para Doroshenko, o trabalho é uma responsabilidade permanente. A entrada no local gera uma sensação de desafio e foco, mas a prioridade é manter o controle e seguir as orientações para evitar incidentes. Enquanto houver combustível radioativo, a vigilância continua.

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