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Água-viva imortal reinicia seu ciclo de vida para desafiar o envelhecimento

Cientistas estudam água-viva imortal que reinicia ciclo de vida, abrindo caminhos para entender envelhecimento e regeneração celular

Água-viva imortal, objeto de estudo sobre regeneração e envelhecimento.
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  • A água-viva imortal, da espécie Turritopsis dohrnii, pode reverter seu ciclo de vida da fase adulta para um estado similar a um pólipo quando enfrenta estresse, reiniciando o desenvolvimento.
  • O processo envolve reprogramação celular, com células especializadas recuperando a capacidade de se transformar em outros tipos de tecido e gerar novas medusas.
  • Estudada por pesquisadores da Universidade de Oviedo, a espécie é apontada como o único metazoário conhecido capaz de rejuvenescer repetidamente após a reprodução.
  • Genomas da espécie apresentam variantes em genes ligados ao reparo do DNA, manutenção de telômeros, controle do ciclo celular e resposta ao estresse oxidativo, o que ajuda a preservar a estabilidade genética.
  • Embora biologicamente imortal, a água-viva pode morrer na natureza por predação, doenças ou mudanças ambientais; a capacidade de reiniciar o ciclo depende de condições adequadas.

Uma espécie de água-viva conhecida como imortal está intrigando cientistas espanhóis ao demonstrar a capacidade de retornar a estágios jovens após alcançar a fase adulta. A Turritopsis dohrnii reinicia o ciclo de vida, em vez de morrer pela velhice, tornando-se referência em estudos de envelhecimento e regeneração.

Pouco menor que milímetros, o animal pertence ao grupo dos cnidários, o mesmo de corais e anêmonas-do-mar. Apesar do tamanho e da aparência translúcida, ele apresenta um comportamento que desafia o padrão biológico típico.

Quando submetida a situações de estresse, a medusa adulta se retrai e se transforma em uma estrutura semelhante a um cisto. A partir daí, surgem novamente pólipos capazes de gerar novas medusas geneticamente idênticas. O processo envolve reprogramação celular.

Reprogramação e genética

Um estudo da Universidade de Oviedo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta que a espécie é o único metazoário conhecido capaz de rejuvenescer repetidamente após a reprodução. O achado envolve vias de pluripotência celular e silenciamento de genes de desenvolvimento.

A análise genômica identificou variações e expansões em genes ligados ao reparo do DNA, à manutenção de telômeros, ao ciclo celular e à resposta ao estresse oxidativo. Tais mecanismos ajudam a preservar a estabilidade genética.

Implicações para envelhecimento

Embora a imortalidade biológica pareça possível, a espécie não vive para sempre. Na natureza, predadores, doenças e mudanças ambientais ainda podem definir o destino dos indivíduos. A reinicialização do ciclo depende de condições que permitem a reversão.

O estudo destaca que, durante o retorno à juventude, há ativação de vias de pluripotência e redução de genes de desenvolvimento. O conhecimento obtido pode orientar pesquisas futuras sobre regeneração, doenças relacionadas à idade e saúde celular.

Caminhos da ciência

Observações mostram que o envelhecimento não ocorre da mesma forma em todos os seres vivos. A pesquisa reforça a ideia de que os limites da longevidade ainda não são totalmente compreendidos e que mecanismos de rejuvenescimento natural existem em alguns organismos.

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