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Estudo analisa efeitos das mudanças climáticas no crescimento populacional

Mudanças climáticas podem frear o crescimento de crianças no sul da Ásia, com queda de até 13% na altura aos cinco anos, mostra estudo

Criança de pé ao lado de uma escala vertical de medição, enquanto um adulto com jaleco branco mede sua altura
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  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram 200 mil crianças com até cinco anos no sul da Ásia e constataram que picos de temperatura acima de 35 °C com alta umidade durante a gravidez podem reduzir a altura em até 13% em relação ao esperado.
  • O estudo sugere que o aquecimento global e a maior umidade já afetam o crescimento infantil, apesar de o panorama global ainda depender de mitigação e adaptação nas próximas décadas.
  • Historicamente, a altura média global aumentou nos últimos cem anos, mas há variações entre países e grupos, com fatores como nutrição, saúde e acesso a alimentos influenciando os ganhos.
  • Os holandeses foram considerados o povo mais alto, mas a altura média vem caindo entre quem nasceu em 1980 e quem nasceu em 2001, o que pode estar ligado à imigração e a mudanças na alimentação.
  • Em estudo de 2016, Brasil ficou com cerca de 1,73 m para homens e 1,60 m para mulheres, ocupando posições intermediárias no ranking mundial de altura.

Ao longo de 150 anos, a altura média global dos humanos aumentou, mas novas pesquisas sugerem que o calor e a umidade crescentes podem frear esse ganho. Estudo recente aponta que crianças expostas a picos de temperatura acima de 35 °C com alta umidade durante a gravidez podem nascer mais baixas.

A pesquisa foi conduzida pela University of California, nos Estados Unidos, com 200 mil crianças com menos de cinco anos no sul da Ásia. Os resultados indicam que, nesses casos, a altura na infância fica em torno de 13% menor do que a prevista para a idade.

Os cientistas destacam que o crescimento infantil é um indicativo da saúde e do desenvolvimento. A principal autora, Katie McMahon, afirma que o panorama global depende de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas próximas décadas.

Efeitos históricos e contextos

Análises históricas mostram variações de altura ao longo dos séculos, associadas a mudanças na alimentação, saúde e condições ambientais. Em 2017, a rede NCD-RisC estimou aumentos significativos na altura de homens e mulheres entre 1896 e 1996, com variações entre países.

O estudo cita ainda que fatores como acesso a alimentos, água potável e avanços médicos ajudam a explicar as diferenças regionais. Pesquisas sugerem que o crescimento médio pode estar estável em alguns países com maior renda paras, refletindo mudanças no estilo de vida e dieta.

Altura em países de renda variável

Observando a Europa, Holanda e outros polos de alta renda apresentaram, em diferentes momentos, queda de média de altura entre gerações, com hipóteses ligadas à migração e mudanças na alimentação. Dados descrevem quedas modestas entre nascidos de 1980 e 2001 na Holanda.

No Brasil, estimativas históricas indicam que homens chegam a cerca de 1,73 m e mulheres, 1,60 m, com crescimento relativo recente próximo de 8,6 cm desde 1914. Países vizinhos e o ranking global variam conforme metodologia e período analisado.

Perspectivas futuras

Especialistas ressaltam que, se as mudanças climáticas persistirem, o efeito sobre o crescimento infantil pode se repetir em outras regiões de renda baixa a média. Em função disso, há a expectativa de impactos semelhantes em países com condições climáticas desafiadoras.

A ONU já apontou que aproximadamente um bilhão de crianças vivem risco elevado de consequências climáticas, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde materna, nutrição e adaptação ambiental.

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