- Petrobras retomou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em 37 bacias sedimentares brasileiras, em terra e no mar, para atualizar cartas estratigráficas que reconstituem a história geológica das bacias.
- A iniciativa envolve cooperação com universidades de diversas regiões e com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio de chamada pública.
- O objetivo é integrar dados de subsuperfície com mapeamento de superfície, gerando mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica para usos públicos.
- A fase atual é de compilação de dados já publicados, antes de avançar para campanhas de campo; áreas incluem Bananal, entre Goiás e Tocantins, e Marajó, no Pará.
- Segundo especialistas, a bacia do Marajó teve perfurações históricas sem resultados significativos até 1989, e a exploração na região ficou menos atrativa diante do pré-sal.
A Petrobras retomou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em 37 bacias sedimentares no Brasil, abrangendo áreas onshore e offshore. O objetivo é revisar cartas estratigráficas que reconstituem a história geológica das bacias, tanto na superfície quanto na subsuperfície.
A iniciativa não é de exploração comercial. Trata-se de um trabalho científico de atualização e normalização de informações, segundo a estatal, para apoiar estudos geológicos e a indústria.
Cooperação e objetivos
Em 15 bacias, há participação conjunta entre Petrobras, universidades de diferentes regiões e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio de chamada pública. A parceria visa integrar dados de subsuperfície com o mapeamento de superfície e com a avaliação de recursos minerais.
Segundo Cleide Moura da Silva, do SGB, o trabalho vai gerar mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica. Esses produtos atendem a estudos sobre minerais básicos e itens estratégicos para a transição energética.
Status atual e etapas futuras
O projeto está na fase inicial, compilando dados já publicados antes de avançar para campanhas de campo. Entre as áreas está a Bacia do Bananal, entre Goiás e Tocantins, e a do Marajó, no Pará.
A Bacia do Marajó foi objeto de interesse histórico na década de 1950, mas não apresentou descobertas significativas até 1989. Pesquisas indicaram abandono de atividades na região e em bacias terrestres similares.
Perspectivas e relevância
Segundo o SGB, a cartografia estratigráfica em bacias sem potencial imediato facilita o entendimento de geologia de áreas vizinhas com possíveis novas acumulações. O trabalho, portanto, pode sustentar futuras pesquisas e usos geológicos.
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