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Petrobras retoma pesquisa científica em 37 bacias sedimentares de petróleo e gás

Petrobras retoma PD&I em trinta e sete bacias onshore e offshore, em parceria com universidades e o Serviço Geológico do Brasil, para atualizar cartas estratigráficas e ampliar pesquisas geológicas

Plataforma de perfuração SS-73, Gold Star, da Petrobras, em operação na Bacia de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.
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  • Petrobras retomou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em 37 bacias sedimentares brasileiras, em terra e no mar, para atualizar cartas estratigráficas que reconstituem a história geológica das bacias.
  • A iniciativa envolve cooperação com universidades de diversas regiões e com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio de chamada pública.
  • O objetivo é integrar dados de subsuperfície com mapeamento de superfície, gerando mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica para usos públicos.
  • A fase atual é de compilação de dados já publicados, antes de avançar para campanhas de campo; áreas incluem Bananal, entre Goiás e Tocantins, e Marajó, no Pará.
  • Segundo especialistas, a bacia do Marajó teve perfurações históricas sem resultados significativos até 1989, e a exploração na região ficou menos atrativa diante do pré-sal.

A Petrobras retomou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em 37 bacias sedimentares no Brasil, abrangendo áreas onshore e offshore. O objetivo é revisar cartas estratigráficas que reconstituem a história geológica das bacias, tanto na superfície quanto na subsuperfície.

A iniciativa não é de exploração comercial. Trata-se de um trabalho científico de atualização e normalização de informações, segundo a estatal, para apoiar estudos geológicos e a indústria.

Cooperação e objetivos

Em 15 bacias, há participação conjunta entre Petrobras, universidades de diferentes regiões e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio de chamada pública. A parceria visa integrar dados de subsuperfície com o mapeamento de superfície e com a avaliação de recursos minerais.

Segundo Cleide Moura da Silva, do SGB, o trabalho vai gerar mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica. Esses produtos atendem a estudos sobre minerais básicos e itens estratégicos para a transição energética.

Status atual e etapas futuras

O projeto está na fase inicial, compilando dados já publicados antes de avançar para campanhas de campo. Entre as áreas está a Bacia do Bananal, entre Goiás e Tocantins, e a do Marajó, no Pará.

A Bacia do Marajó foi objeto de interesse histórico na década de 1950, mas não apresentou descobertas significativas até 1989. Pesquisas indicaram abandono de atividades na região e em bacias terrestres similares.

Perspectivas e relevância

Segundo o SGB, a cartografia estratigráfica em bacias sem potencial imediato facilita o entendimento de geologia de áreas vizinhas com possíveis novas acumulações. O trabalho, portanto, pode sustentar futuras pesquisas e usos geológicos.

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