- Estudo publicado na Nature Microbiology aponta SAIPs, toxinas de Streptomyces sp., letais para insetos e sem efeito em humanos.
- O funcionamento envolve edição com CRISPR e a proteína de superfície Flower, que funciona como porta de entrada para a toxina nas células dos insetos.
- Análise evolutiva indica que essas toxinas existem há mais de 100 milhões de anos.
- Aplicações possíveis incluem uso na agricultura para pragas e no tratamento de vetores de doenças, com patente já registrada.
- Pesquisadores devem testar as toxinas em organismos mais complexos (grilos, larvas) e investigar outros compostos antimicrobianos das bactérias.
Bactérias do gênero Streptomyces, conhecidas por produzir antibióticos, apresentam agora toxinas altamente especializadas que matam insetos sem afetar humanos. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira na revista Nature Microbiology.
A pesquisa identifica SAIPs, proteínas inseticidas de Streptomyces antiquus, como novas toxinas com alta eficácia contra células de insetos. Técnicas de edição genética CRISPR ajudaram a mapear os fatores necessários para a ação, especialmente a proteína de superfície Flower.
A análise mostra que as SAIPs dependem da entrada nas células através da Tear Flower, que funciona como porta de entrada. Sem essa proteína, a toxina não penetra, explicando a seletividade frente a insetos.
Os cientistas afirmam que as toxinas são extremamente antigas, com origem estimada em mais de 100 milhões de anos. A hipótese sugere possíveis relações evolutivas com outras toxinas bacterianas, ainda a ser confirmada.
A equipe reforça que a descoberta é de base científica, com potenciais aplicações futuras. Pesquisas atuais visam entender uso prático na agricultura e em biomedicina, respeitando a segurança.
Já há registro de patente da descoberta, com planos de viabilizar aplicações comerciais. Os próximos passos incluem testes em sistemas biológicos mais complexos para avaliar eficácia e segurança.
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