- Novas imagens da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Nasa mostram aumento significativo de uma mancha escura de cinzas vulcânicas em Marte desde 1976 até 2024.
- As cinzas escuras se espalharam e encontraram as areias claras do solo marciano, criando um contraste com as fotos antigas.
- A foto de 1976, tirada pelos orbitadores Viking da Nasa, mostrava cinzas muito menos dispersas. Em 2024, a mancha ocupa um espaço muito maior no planeta.
- Dentro da mancha há uma cratera de 15 km de largura, cercada por um manto de ejeção mais claro, com indícios de material congelado surgindo.
- Cientistas discutem hipóteses para o aumento: vento poderia ter espalhado as cinzas pela superfície ou removido a camada de poeira que ficava sobre as cinzas.
Nova imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela NASA mostra um aumento relevante de uma mancha escura de cinzas vulcânicas em Marte. Em menos de 50 anos, os depósitos escuros se espalharam, encontrando áreas de areias claras.
A comparação foi feita com uma foto de 1976, registrada pelos orbitadores Viking da NASA. O contraste entre manchas antigas e o cenário atual chamou a atenção dos cientistas.
As novas imagens indicam que a mancha ocupa um espaço maior no planeta do que em registros anteriores. Perguntas sobre o que provocou essa expansão passaram a ser centrais para as análises.
O que as imagens revelam
Observa-se uma cratera de cerca de 15 km de largura dentro das cinzas, cercada por um manto de ejeção mais claro. Dentro da cratera, linhas sugerem material congelado se deslocando.
Cientistas discutem se o vento favoreceu o espalhamento das cinzas pela superfície ou se removiu a camada de poeira que ficava sobre as cinzas. A mudança observada em menos de meio século é considerada notável pela comunidade científica.
Mesmo sem explicação definitiva, os pesquisadores destacam que esse tipo de mudança, em tão pouco tempo, oferece dados importantes para entender a história geológica de Marte.
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