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Soluço pode ter origem em circuitos respiratórios ancestrais de vertebrados

Soluço teria origem evolutiva em circuitos respiratórios de anfíbios, refletidos no tronco encefálico e no nervo frênico

A hipótese mais discutida nas duas últimas décadas aponta que o soluço teria raízes em comportamentos respiratórios de formas de vida que alternavam entre meio aquático e terrestre – depositphotos.com / 9nong
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  • Pesquisas sugerem que o soluço pode ter raízes em comportamentos respiratórios de vertebrados que alternavam entre água e terra, como girinos, mantendo semelhanças com o ciclo de respiração dos mamíferos.
  • O soluço ocorre por descargas rítmicas no tronco encefálico que acionam o nervo frênico, provocando contrações do diafragma, seguidas do fechamento da glote.
  • A ideia é que esse padrão de ventilação dual, visto em anfíbios, tenha deixado traços neurais herdados que hoje emergem como soluço em humanos.
  • A pesquisa usa abordagens de neurofisiologia comparada, filogenia e fósseis para ligar circuitos de respiração em girinos a estruturas presentes no tronco encefálico humano.
  • Além da hipótese anfíbia, há estudos que investigam o soluço como subproduto do desenvolvimento do sistema respiratório em recém-nascidos, buscando mapear núcleos específicos do tronco encefálico responsáveis pelo reflexo.

O soluço pode revelar pistas sobre a evolução da respiração humana. Pesquisadores em biologia evolutiva ligam o espasmo do diafragma ao fechamento rápido da glote, em um traço herdado de ancestrais anfíbios. A ideia troca o incômodo por evidência histórica.

A hipótese sustenta que o reflexo nasce de circuitos neurais compartilhados entre mamíferos e vertebrados aquáticos. Em girinos, há um padrão de ventilação que alterna entre guelras e pulmões em formação. Esse mecanismo pode ter deixado vestígios no tronco encefálico humano.

No sistema nervoso central, o controle da respiração envolve o tronco encefálico e o nervo frênico. Em soluços, neurônios geram contrações rítmicas do diafragma e a glote fecha, interrompendo o fluxo de ar. Esse encadeamento guarda semelhanças com mecanismos de proteção de vias aéreas em girinos.

Analisar girinos, anfíbios e mamíferos ajuda a entender a origem evolutiva do soluço. Estudos com neurofisiologia comparada mostram circuitos que coordenam respiração e fechamento da glote em diferentes fases de desenvolvimento, sugerindo uma herança compartilhada.

Alguns pesquisadores veem o soluço como um “bug” neurológico herdado de fases evolutivas. A ideia não implica falha, mas indica que reflexos persistiram sem oferecer desvantagem significativa à sobrevivência ou à reprodução.

A pesquisa também examina o soluço em recém-nascidos, quando a coordenação entre sucção, deglutição e respiração está em maturação. Em neonatos, o reflexo pode refletir ajustes finos dos geradores de padrão respiratório.

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