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Zumbido de Taos: o som no silêncio e o que a ciência aponta

Pesquisas associam o Zumbido de Taos a ruído industrial, micro-sismos e tinnitus, mas a fonte continua inconclusiva e o tema permanece em aberto

Cidade de Taos, no estado do Novo México, nos Estados Unidos – depositphotos.com / jose1983
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  • O Zumbido de Taos, ou The Hum, é um som de baixa frequência percebido por uma parcela da população, principalmente em ambientes silenciosos à noite.
  • Em Taos, a investigação reuniu microfones sensíveis e sensores sísmicos, mas não houve sinal acústico consistente em todos os relatos ao mesmo tempo.
  • O zumbido costuma ficar entre trinta e oitenta hertz e é mais intenso em ambientes internos, persistindo por semanas ou meses.
  • Dúvida central: a origem pode ser externa, fisiológica (tinnitus) ou uma combinação, já que a percepção varia entre indivíduos.
  • Entre as hipóteses estão ruído industrial, micro-sismos oceânicos, interações eletromagnéticas e causas fisiológicas, com o ruído industrial sendo uma das pistas mais exploradas.

O Zumbido de Taos, também conhecido como The Hum, é um som de baixa frequência percebido por uma parcela da população, principalmente em ambientes silenciosos. O fenômeno ganhou notoriedade nos anos 1990, em Taos, Novo México, e já foi relatado em outros países.

Esse ruído é descrito de diferentes formas: como motor distante, ronco profundo ou vibração constante. A percepção varia entre indivíduos e pode causar desconforto físico, como dificuldade para dormir e dores de cabeça.

O que caracteriza o Zumbido de Taos

O som situa-se entre 30 e 80 hertz, frequência pouco monitorada por equipamentos comuns. Em relatos, costuma ser contínuo, mais intenso em locais fechados e pode durar semanas ou meses. Participam da experiência apenas parte da população local.

Em Taos, pesquisadores reuniram físicos, engenheiros de som e médicos com microfones sensíveis e sensores sísmicos. Não apareceu um ponto único de origem, sugerindo que parte da causa pode estar ligada ao organismo humano, como tinnitus.

Hipóteses científicas sobre o fenômeno

Entre as hipóteses estão ruído industrial, vibrações de linhas de transmissão, micro-sismos oceânicos e fenômenos elétricos que geram vibrações audíveis. Distúrbios auditivos também entram como possibilidade, em especial o tinnitus de baixa frequência.

O ruído industrial é uma linha de pesquisa comum, especialmente em áreas portuárias e costeiras, onde maquinários e atividades contínuas podem produzir vibrações graves. Voos, ventilações e bombas também aparecem em estudos correlatos.

Casos ao redor do mundo

Além de Taos, o Bristol Hum, no Reino Unido, é referência, com relatos desde os anos 1970. Em Windsor, Canadá, associa-se o ruído a máquinas de uma ilha próxima. Auckland e Wellington, na Nova Zelândia, registraram hums associados a tráfego marítimo e geologia local.

Pesquisas atuais cruzam relatos com dados de indústria, clima, micro-sismos e infraestrutura elétrica. Médicos avaliam audição, histórico de exposição a ruídos e saúde geral dos ouvintes para entender a relação entre som externo e percepção interna.

Desafios de medição e interpretação

Sons graves propagam-se de modo diferente e podem atravessar paredes com facilidade, dificultando a identificação da origem. Muitos microfones não cobrem frequências abaixo de 50 hertz, o que complica a captura de sinais relevantes.

Além disso, a percepção varia entre ouvintes: o corpo humano atua como filtro, com curvas de audição distintas. Em alguns casos não há registro instrumental claro, mas há forte sensação subjetiva, levando parte dos estudos à neurofisiologia.

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