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Butantan inicia produção de vacina nacional contra chikungunya

Anvisa autoriza o Butantan a fabricar a vacina contra chikungunya no Brasil, permitindo sua incorporação ao SUS e produção local com custo potencialmente menor

Vacina contra chikungunya do Butantan começa a ser distribuída. Foto: Butantã/Divulgação
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  • A Anvisa autorizou o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra a chikungunya, batizada de Butantan-Chik, para uso pelo SUS.
  • A imunização é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos expostas ao vírus, e o Butantan passa a ser o local oficial de fabricação do imunizante.
  • A vacina foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025 e, até então, as fábricas registradas eram da Valneva; agora o Brasil poderá formular e envasar a dose no país.
  • O diretor do Butantan, Esper Kallás, destacou que, por ser uma instituição pública, o Butantan pode entregar a vacina com preço menor, mantendo qualidade e segurança.
  • Em estudos, pelo menos quatro mil voluntários nos Estados Unidos receberam o imunizante, com 98,9% apresentando anticorpos neutralizantes; a aplicação no SUS começou em fevereiro de 2026 em locais com alta incidência.

O Instituto Butantan recebeu autorização da Anvisa para fabricar a vacina contra a chikungunya, denominada Butantan-Chik. O imunizante poderá ser incorporado ao SUS e é indicado para pessoas de 18 a 59 anos expostas ao vírus. A produção no Brasil foi oficializada, ampliando o leque de locais de fabricação.

A autorização, confirmada pela agência na segunda-feira (4), permite que o Butantan produza a vacina (formulação e envase) com padrão de qualidade, segurança e eficácia já avaliados. A mudança substitui o registro anterior de produção apenas em unidades da Valneva.

Segundo o governo de São Paulo, o Butantan, instituição pública, poderá oferecer a vacina a um custo menor, sem abrir mão de qualidade. O laboratório já havia apresentado resultados promissores em fases anteriores de estudo.

Em testes realizados nos Estados Unidos, cerca de 4 mil voluntários entre 18 e 65 anos receberam a dose. Publicações científicas indicam alta geração de anticorpos neutralizantes em 98,9% dos participantes, com perfil de segurança favorável.

A vacina já foi aprovada em outros territórios, como Canadá, Europa e Reino Unido. No Brasil, a aplicação está sendo definida e já começou em fevereiro de 2026 como parte de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde.

Em números: o que é chikungunya

O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor de dengue e Zika. A doença causa febre alta e fortes dores nas articulações, com outros sintomas comuns como dor de cabeça e manchas na pele. Dados da OPAS apontam dezenas de milhares de casos globais, e o Brasil registrou um significativo número de notificações.

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