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Complexo egípcio com 134 colunas de 21 m vira marco da engenharia

Com 134 colunas de 21 metros, Karnak sintetiza milênios de engenharia egípcia, fruto de várias dinastias, com alinhamento astronômico e desafios de preservação

Com 134 colunas gigantes de 21 metros de altura, o complexo egípcio virou um dos maiores registros da engenharia de monumentos do mundo
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  • O Templo de Karnak foi erguido ao longo de cerca de dois mil anos por aproximadamente trinta faraós, não por um único rei, com obeliscos de granito e santuários dedicados ao deus Amon.
  • O complexo abriga 134 colunas no Grande Salão Hipostilo, cada uma com cerca de vinte e um metros de altura, símbolo da engenharia monumental da antiguidade.
  • Entre as estruturas destaca-se o Obelisco de Hatshepsut, com 29,5 metros de altura e 328 toneladas de granito maciço, e o eixo leste–oeste alinhado ao rio Nilo.
  • O conjunto ocupa uma área de aproximadamente cem hectares e possui vias ligando Karnak ao Templo de Luxor, além de elementos como a Avenida das Esfinges, o Lago Sagrado e o Escaravelho Gigante.
  • A preservação enfrenta a ameaça do salitre proveniente do lençol freático crescente; engenheiros trabalham com drenagem profunda para proteger o calcário das bases das colunas milenares.

Com 134 colunas de 21 metros, o Templo de Karnak se tornou um dos maiores registros da engenharia de monumentos do mundo. A construção não ocorreu sob um único faraó, mas ao longo de mais de dois mil anos, com a participação de cerca de 30 governantes diferentes.

Cada faraó buscou superar o antecessor, erguendo obeliscos de granito maciço e santuários de calcário dedicados ao deus Amon. Rampas de terra e trenós lubrificados com água foram usados para movimentar blocos colossal pelo deserto, e o alinhamento astronômico do conjunto é preciso até hoje.

O complexo está sob gestão do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que mantém mapeamento arqueológico oficial. O local ocupa cerca de 100 hectares e abriga a grandiosidade da Grande Sala Hipostilo, símbolo da engenharia antiga.

Estrutura e engenharia

O Grande Salão Hipostilo é considerado a joia do conjunto, com colunas centrais tão largas que dezenas de pessoas dariam as mãos para contornar a base de uma delas. O teto maciço, hoje destruído, suportava lajes de pedra pesadas.

Em comparação com a arquitetura clássica grega, a engenharia egípcia prioriza monumentalidade e sustentação de cargas, ao invés de simetria matemática. As colunas de Karnak exibem formato de papiro, característico do estilo egípcio.

O Obelisco de Hatshepsut, com 29,5 metros e 328 toneladas, constitui outro marco do complexo. O eixo leste-oeste está alinhado ao rio Nilo, reforçando a integração entre função religiosa e geografia.

Desdobramentos arqueológicos

Hieróglifos gravados nas pedras registram vitórias militares e oferendas dedicadas aos deuses, funcionando como memória histórica do local. A estrutura principal permite compreender a escala e a durabilidade exigidas pela monumentalidade egípcia.

A área é tão extensa que poderiam caber várias catedrais europeias dentro de seus muros. A UNESCO classifica Karnak como Patrimônio da Humanidade, destacando a necessidade de preservação contínua.

Preservação e visitas

A preservação depende de drenagem profunda para conter o avanço do sal proveniente do lençol freático, agravado pelas barragens no Nilo. Engenheiros internacionais trabalham para proteger as bases das colunas milenares.

Entre os pontos de interesse, destacam-se a Avenida das Esfinges, o Lago Sagrado e o Escaravelho Gigante. A visita exige planejamento para observar as cores originais em alguns arcos e colunas.

O Karnak continua a atrair pesquisadores e visitantes, ilustrando como a ambição humana de se conectar com o divino gerou uma das maiores obras de engenharia da história. Um documentário do History Brasil oferece reconstituição visual do complexo e das técnicas de erguer as colunas da Grande Sala.

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