- Pesquisadores dizem que, em geral, os pulmões podem se regenerar quando a pessoa para de fumar, mesmo com danos anteriores.
- No entanto, cada pessoa é diferente; alguns podem ter danos irreversíveis e mudanças genéticas ou teciduais que aceleram o declínio com a idade ou podem levar ao câncer.
- Fumar e vaporizar expõem os pulmões a partículas tóxicas acima da capacidade de reparo.
- Parar cedo é importante, pois o tecido pulmonar fica menos capaz de se reparar com o passar dos anos.
- Um estilo de vida saudável ajuda, com destaque para exercícios que promovem a troca de gases e o fornecimento de oxigênio ao corpo.
Os pulmões têm capacidade de reparo após danos, mesmo após anos de tabagismo, segundo a pesquisadora Dr.a Charlotte Dean, chefe do grupo de desenvolvimento e doença pulmonar no Imperial College London. Estudos recentes indicam que, de forma geral, o tecido pulmonar pode se recuperar quando a pessoa para de fumar.
Segundo a especialista, a ideia de que os pulmões não se regeneram foi superada. Eles evoluíram para lidar com poluição, infecções e agressões bacterianas ou virais, o que lhes confere capacidade de reparo. Contudo, o dano pode ser irreversível em alguns casos.
Dean ressalva que a possibilidade de regeneração não deve ser usada como justificativa para fumar. Fumar e vaporizar expõem os pulmões a partículas tóxicas em níveis que podem superar essa capacidade de recuperação, e a resposta varia entre indivíduos.
Além disso, mutações genéticas ou danos teciduais podem persistir mesmo após a interrupção do tabagismo. Esses fatores podem acelerar o declínio da função pulmonar ao envelhecer ou aumentar o risco de câncer de pulmão, conforme a especialista.
A especialista orienta que parar de fumar o mais cedo possível tende a melhorar a saúde pulmonar ao longo do tempo. A prática regular de atividade física é destacada como benéfica, pois fortalece a capacidade de troca gasosa e a circulação de oxigênio pelo corpo.
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