- Pesquisa aponta que o câncer foi a principal causa de morte entre 2015 e 2023 em 670 cidades brasileiras, e pode se tornar a maior causa de fatalidade no país até 2029.
- O oncologista afirma que o estilo de vida tem peso maior que a herança genética na maioria dos casos; casos hereditários ficam na faixa de 5% a 10%.
- Fatores modificáveis incluem sedentarismo, dieta inflamatória com excesso de gordura e açúcar, uso de tabaco e álcool.
- A avaliação de risco envolve padrões familiares e idade de surgimento, pois diagnóstico mais jovem pode indicar componente hereditário; mesmo sem síndrome, mudanças de hábitos ajudam na prevenção.
- O tratamento pode ser mais eficaz com hábitos saudáveis; em câncer de mama, por exemplo, a recidiva pode reduzir até 40% com estilo de vida adequado.
Conforme dados do Observatório de Oncologia, o câncer foi a principal causa de morte entre 2015 e 2023 em 670 cidades do Brasil. A taxa mundialmente alta sustenta a expectativa de que a doença pode se tornar a principal razão de fatalidade no país até 2029.
O oncologista clínico Marcos Rezende aponta que o estilo de vida pesa mais que a herança genética na maioria dos casos. Embora haja preocupação com histórico familiar, hábitos diários influenciam o desenvolvimento da doença com maior intensidade.
Fatores que elevam o risco
Rezende destaca fatores modificáveis como sedentarismo, dieta inflamatória com gordura, açúcar e fritura, além do uso de tabaco e álcool. A combinação desses hábitos aumenta a probabilidade de surgimento de tumores.
Perigo de subestimar o risco familiar
Segundo o especialista, a ausência de histórico familiar não garante proteção genética. O estilo de vida continua sendo determinante em muitos casos, o que reforça a necessidade de cuidados preventivos constantes.
Conhecer as origens do câncer
Casos de mama e ovário podem envolver mutações como BRCA1/BRCA2, já o colorretal pode estar ligado à síndrome de Lynch. A identificação de padrão familiar orienta investigação genética.
Cânceres fortemente ligados ao estilo de vida
O médico aponta que o tabagismo está associado ao câncer de pulmão, o HPV ao câncer de colo do útero, e o uso excessivo de álcool, obesidade e hepatites ao câncer de fígado. O colorretal também se relaciona a dieta pobre em fibras e sedentarismo.
Quando investigar fatores genéticos
A identificação de risco hereditário depende de padrões familiares e da idade de aparecimento. Diagnósticos mais jovens aumentam a suspeita de componente hereditário, o que pode exigir avaliação adicional.
Medidas preventivas e manejo
Mesmo com predisposição genética, o risco pode ser controlado por exames regulares e mudanças de hábitos. A adoção de medidas preventivas e acompanhamento médico reduzem impactos e ajudam na detecção precoce.
Estilo de vida como aliado no tratamento
Resende ressalta que, em tratamento, hábitos saudáveis podem influenciar o desfecho. Em câncer de mama, a prática de atividades físicas regulares está associada à redução de recidiva.
Recomendações do especialista
A combinação de atividade física, alimentação balanceada e abstinência de tabaco forma a base da prevenção. Limitar o álcool, manter vacinação contra HPV e hepatites também é enfatizado.
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