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Geleira da Antártida recua 25 km entre 2022 e 2024, com recuo de 8 km

Geleira Hektoria perde 25 quilômetros entre 2022 e 2024 e registra recuo de oito quilômetros em dois meses, sinalizando impactos no nível do mar

Antes e depois da geleira Hektoria.
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  • A geleira Hektoria, na Península Antártica, perdeu cerca de 25 quilômetros de extensão entre outubro de 2022 e março de 2024.
  • Em apenas dois meses, houve recuo de mais de 8 quilômetros, considerado o maior ritmo de perda de gelo já registrado.
  • O colapso envolveu a fragmentação da língua de gelo que ligava a geleira ao continente e o desaparecimento de uma área de gelo sobre uma planície rochosa.
  • O mecanismo envolve desprendimento impulsionado pela flutuabilidade, com água do mar penetrando sob o gelo durante as marés altas e ondulações oceânicas.
  • Cientistas destacam que, embora a Hektoria seja pequena, o colapso de geleiras maiores poderia ter impactos maiores; a Nasa usa novos satélites para monitorar mudanças rápidas.

A geleira Hektoria, na Península Antártica, perdeu cerca de 25 quilômetros de extensão entre outubro de 2022 e março de 2024. Em apenas dois meses ocorreu um recuo de mais de 8 quilômetros, registro considerado o maior ritmo de perda de gelo já observado. Dados da NASA embasam a contagem.

A pesquisa, realizada por uma equipe internacional, utiliza sensoriamento remoto e imagens de satélite. A geometria da geleira favoreceu o colapso acelerado, com a língua de gelo — plataforma flutuante ligada ao continente — se fragmentando e desaparecendo.

A frente da geleira sofreu rupturas desde 2002, quando uma barreira protetora entrou em colapso. Em 2022, o gelo marinho rompeu novamente, possivelmente por ondulações oceânicas, acelerando o desenvolvimento de desprendimentos.

Causas e contexto

Após o verão antártico de 2022, a língua de gelo desintegrou-se em desprendimentos sucessivos, causando a retração de 16 quilômetros. O gelo continuou a afinarem durante o inverno, com parte apoiada em planície rochosa facilitando a entrada de água do mar.

Estudos apontam que a água impetuosa sob o gelo elevou grandes blocos de uma só vez, um processo conhecido como desprendimento impulsionado pela flutuabilidade. O resultado foi nova retração de aproximadamente 8 quilômetros em dois meses.

Perspectivas e impactos

A equipe destaca que, apesar de a Hektoria ser pequena em comparação a outras geleiras, o colapso tem relevância para o entendimento do aquecimento global na região. Novas tecnologias da NASA devem aprimorar o monitoramento rápido de mudanças em geleiras da Península.

Geleira Hektoria pode não retornar ao antigo padrão de fluxo de gelo. Cientistas mencionam que a deterioração é irreversível em parte, e o sistema pode evoluir rumo a um fiorde, em vez de renovar o fluxo de gelo.

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