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Micotoxinas em alimentos podem impactar fertilidade e gravidez

Micotoxinas em alimentos podem comprometer fertilidade e gestação, aumentando riscos de aborto e alterações no desenvolvimento, mesmo sem sinais visíveis de mofo

Curioso por Ciência - USP
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  • Micotoxinas produzidas por fungos podem contaminar alimentos comuns, como café, feijão, milho, trigo e temperos secos, principalmente com falhas no armazenamento.
  • Essas toxinas podem afetar a fertilidade e a gravidez, estando associadas a complicações como aborto e alterações no desenvolvimento do bebê.
  • Uma revisão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto analisou micotoxinas como zearalenona, fumonisinas e ocratoxina A e seus efeitos no organismo, inclusive no sistema imunológico.
  • Cuidados diários ajudam: evitar alimentos com mofo ou cheiro alterado, armazenar grãos em locais secos e bem fechados, checar a procedência de milho e amendoim e descartar itens suspeitos.
  • A pesquisa mencionada é parte do mestrado de Pablo de Oliveira Silva, orientado pelo professor Fernando Silva Ramalho, concluída em 2024; o Curioso por Ciência é produzido pela FMRP, pela startup Dr. Fisiologia e pela Rádio USP Ribeirão Preto.

No episódio Curioso por Ciência #108, pesquisadores alertam sobre micotoxinas em alimentos que podem comprometer fertilidade e gravidez. O tema envolve fungos que contaminam itens comuns como café, feijão, milho, trigo e temperos, especialmente com falhas no armazenamento.

As toxinas podem não ser visíveis a olho nu e podem estar presentes em alimentos aparentemente normais. A exposição vai além de intoxicação alimentar, associando-se a complicações reprodutivas e risco ao desenvolvimento do bebê.

Uma revisão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto avaliou micotoxinas como zearalenona, fumonisinas e ocratoxina A. Os resultados indicam efeitos na fertilidade, gestação e no sistema imunológico, sobretudo em períodos sensíveis.

Detalhes da pesquisa

O trabalho intitulado Alterações reprodutivas, gestacionais e fetais induzidas por diversas micotoxinas faz parte do mestrado de Pablo de Oliveira Silva, no Programa de Pós-Graduação em Patologia da FMRP, sob orientação de Fernando Silva Ramalho, concluído em 2024.

O estudo aponta que toxinas variam conforme o tipo de micotoxina e o alimento, reforçando a importância de armazenamento adequado. Medidas simples, como evitar produtos com mofo e cheiros estranhos, ajudam a reduzir riscos.

O episódio também orienta sobre práticas de armazenamento de grãos e a procedência de itens como milho e amendoim. A produção é uma coprodução da FMRP, da USP, da startup Dr. Fisiologia e da Rádio USP Ribeirão Preto.

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