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USP desenvolve biossensor que detecta câncer de pâncreas em 7 minutos

Universidade de São Paulo desenvolve biossensor que detecta câncer de pâncreas em sete minutos com uma gota de sangue, sem laboratórios ou profissionais especializados

Ao contrário dos exames tradicionais, o dispositivo funciona sem estrutura laboratorial complexa nem a necessidade de profissionais especializados
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  • Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um biossensor que detecta câncer de pâncreas com apenas uma gota de sangue e tempo de sete minutos, em média.
  • O dispositivo analisa a proteína CA19-9 e dispensa laboratórios equipados ou profissionais especializados para a análise.
  • A construção utiliza camadas microscópicas de materiais condutores, com eletrodos de ouro e polímeros que formam uma interface sensível entre sangue e sistema eletrônico.
  • Em vinte e quatro amostras humanas, o biossensor foi comparado ao método Elisa, apresentando desempenho consistente em concentrações baixas e moderadas do marcador.
  • Houve um falso positivo em uma pessoa saudável e um caso próximo de falso negativo em um paciente, com tendência a subestimar valores em estágios mais avançados.

A USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu um biossensor capaz de detectar câncer de pâncreas em 7 minutos a partir de uma única gota de sangue, sem necessidade de laboratório ou profissionais especializados. O estudo foi publicado na revista ACS Omega.

O dispositivo funciona como um chip que utiliza materiais condutores em camadas microscópicas sobre eletrodos de ouro, criando uma interface sensível entre o sangue e o sistema eletrônico. Ao ligar o CA19-9 a anticorpos na superfície, há mudança elétrica registrada como sinal.

O biossensor foi testado em 24 amostras humanas, incluindo pacientes com diferentes estágios da doença e indivíduos saudáveis. Os resultados foram comparados ao ELISA, padrão de referência em laboratórios.

Como funciona

O sistema demonstra seletividade, distinguindo o CA19-9 de outras moléculas presentes no sangue. Em concentrações baixas e moderadas, o desempenho foi estável, relevante para detecção precoce.

Durante os testes, houve um falso positivo em uma pessoa saudável e um caso próximo de falso negativo em um paciente com câncer. Em concentrações muito altas, o sensor tende a subestimar valores em relação ao ELISA.

Desempenho e limitações

Concorda-se que o biossensor dispensa instalações especiais, reduzindo etapas de diagnóstico. A aplicação prática dependerá de validação adicional e de integração clínica para uso rotineiro.

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