- Anvisa aprovou a dose de 7,2 mg da semaglutida injetável Wegovy, para tratamento da obesidade no Brasil, ampliando as opções terapêuticas.
- Dados do estudo Step-up mostram perda média de peso de cerca de 21% com a dose ampliada, e aproximadamente um terço dos pacientes atingiu 25% ou mais de redução.
- A aprovação é vista como melhoria na condução clínica, com maior eficácia e potencial para personalizar tratamentos.
- A tolerabilidade da nova dose foi similar à da dose anterior, sem aumento relevante de efeitos adversos moderados a intensos.
- A ampliação do repertório terapêutico facilita decisões individualizadas, sem foco na competição entre medicamentos, segundo especialistas.
A Anvisa aprovou, ontem (04), a nova dose de 7,2 mg da semaglutida injetável Wegovy, da Novo Nordisk, para o tratamento da obesidade no Brasil. A decisão se apoia em dados de estudos clínicos que apontam maior eficácia da dose ampliada e pode ampliar as opções de manejo da doença.
O estudo Step-up mostrou perda média de peso de 21% com a alta dose, e cerca de um terço dos pacientes atingiu 25% ou mais. Especialistas destacam que a aprovação pode alterar a condução clínica, ampliando a personalização do tratamento.
A eficácia maior aparece sem aumento relevante de efeitos adversos, segundo os dados. Além disso, observa-se preservação da massa magra, com cerca de 84% da perda de peso derivando da redução de gordura, o que favorece a saúde metabólica.
Nova dose e impacto clínico
A dose ampliada representa salto de eficácia, equivalente a triplicar a dosagem inicial. A média de perda de peso sobe de 17% para em torno de 21%, alterando o prognóstico de muitos pacientes.
Especialistas ressaltam que a tolerabilidade da alta dose não apresenta aumento significativo de efeitos colaterais. Estudos indicam perfil semelhante de eventos adversos entre os grupos, mantendo o tratamento viável.
Em termos de prática clínica, a maior eficácia amplia o repertório terapêutico e facilita decisões mais personalizadas, principalmente em casos com resposta mais desafiadora.
Disputa entre terapias
A aprovação reacende o debate sobre canetas injetáveis para obesidade, como Mounjaro (tirzepatida). O foco, segundo especialistas, deve ser no paciente, com escolhas que promovam tratamento individualizado e aceitável.
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