- A China estima precisar de cerca de 40 mil toneladas de urânio para suas usinas nucleares até 2040 e busca fontes além das minas tradicionais.
- Várias universidades chinesas estão pesquisando metamateriais capazes de “pescar” urânio do mar como solução.
- Construir usinas nucleares é caro e, ao mesmo tempo, rápido na China: o país já tem 56 reatores em operação e quase 30 em construção.
- Em dois mil e vinte‑três, a produção nacional de urânio foi de 1.700 toneladas; em dois mil e vinte‑quatro, foram importadas 22 mil toneladas, com necessidade de ampliar o abastecimento.
- Estima‑se que o oceano contenha cerca de 4,5 bilhões de toneladas de urânio, o que motiva pesquisas para extração marítima.
A China encara uma demanda crescente por urânio para sustentar seu parque nuclear. Em meio a isso, universidades do país exploram metamateriais que podem extrair urânio do oceano, como solução para suprir parte das 40 mil toneladas previstas para 2040. A iniciativa busca reduzir dependência de minas terrestres.
O país já reúne 56 reatores em operação e cerca de 30 em construção, segundo estimativas do setor. Construir uma usina envolve altos custos, entre US$ 24 bilhões e US$ 60 bilhões, o que intensifica a busca por fontes alternativas. A produção interna não acompanha a demanda.
Metamateriais diante do mar
Especialistas apontam que o urânio está presente nos oceanos, com estimativas históricas na casa de bilhões de toneladas. A pesquisa chinesa visa desenvolver materiais que capturem esse recurso de maneira eficiente, reduzindo a necessidade de grandes montantes de importação.
Contexto de alimentação energética
Em 2023, a produção doméstica de urânio na China ficou em torno de 1.700 toneladas. Em 2024, as importações chegaram a 22 mil toneladas. Mesmo com reservas em Ordos, há consenso de que o país buscará ampliar fontes, incluindo o oceano, para manter o ritmo de consumo de energia.
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