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COVID revela que o olfato ainda é pouco entendido; mapa olfativo surge

Mapeamento do olfato revela faixas de neurônios por receptor no nariz, conectando-se ao bulbo olfatório e abrindo portas para a neuroplasticidade

Imagem de capa | Angela Roma e Datta Lab
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  • A pesquisa de Harvard mapeou o olfato, área antes pouco compreendida por sua alta complexidade, com mais de mil tipos de receptores e milhões de neurônios no nariz.
  • Os neurônios olfativos não são distribuídos ao acaso: formam faixas sobrepostas organizadas por tipo de receptor que vão do topo à base do nariz.
  • Esse padrão é parecido em praticamente todos os animais estudados, sugerindo uma arquitetura biológica conservada.
  • Há continuidade topográfica entre nariz e cérebro: a posição da célula que detecta uma molécula determina para qual área do bulbo olfatório o sinal vai.
  • A descoberta ajuda a entender neuroplasticidade e regeneração do olfato, tema que se tornou mais relevante após a covid-19.

A COVID-19 evidenciou o quão pouco sabemos sobre o olfato. Agora, uma equipe de Harvard mapeou esse sentido tão complexo, abrindo caminho para entender neuroplasticidade e recuperação olfativa. O estudo revela organização espacial dos neurônios na cavidade nasal.

Segundo os pesquisadores, os neurônios olfativos não estão distribuídos ao acaso. Eles formam faixas sobrepostas, organizadas por tipo de receptor, que se estendem do topo à base do nariz. A disposição é conservada em diferentes espécies.

Essa organização espelha o mapa do bulbo olfatório no cérebro. Ou seja, a posição de cada neurônio no nariz determina a área cerebral para onde o sinal é enviado. O cérebro, assim, lê odores pela localização das células detectoras.

O achado sugere uma continuidade topográfica entre nariz e cérebro, o que pode explicar mecanismos de percepção olfativa e, principalmente, ampliar a compreensão sobre regeneração do olfato após danos.

Por que isso é relevante? O mapeamento oferece base para pesquisas sobre plasticidade neural e possibilidades de intervenções terapêuticas. Estudos futuros poderão indicar caminhos para recuperação de sentidos afetados.

A pesquisa destaca a importância de entender a organização neural desde o sensor até o processamento cerebral. Em contextos clínicos, o avanço pode orientar abordagens para pacientes com perda de olfato. A divulgação ocorreu por meio de publicação científica internacional.

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