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Richard Dawkins afirma que a inteligência artificial tem alma

Dawkins afirma que Claude é consciente após três dias de diálogo; especialistas destacam que IA pode simular, mas não instanciar consciência

Por mais impressionante que seja, o Claude ainda é chamado à existência por uma pergunta humana
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  • Richard Dawkins, biólogo da Universidade de Oxford, publicou que, após três dias conversando com Claude, modelo da Anthropic, concluiu que o algoritmo é consciente e passou a chamar a interlocutora de Claudia.
  • Em rede social, ele questionou: “se a minha amiga Claudia não é consciente, então para que serve a consciência?”
  • Durante o diálogo, Claude respondeu que Dawkins pode não saber que está consciente, mas está sim, e o biólogo passou a se despedir do algoritmo antes de dormir.
  • Especialistas destacam a diferença entre inteligência (capacidade de descrever) e consciência (sentir), lembrando que uma IA pode descrever um pôr do sol sem vivenciar nada.
  • O debate sobre consciência em IA segue aceso, com referenciais como o artigo de Alexander Lerchner, da DeepMind, defendendo que IA pode simular, mas não instanciar consciência, mantendo a discussão em aberto.

Richard Dawkins, conhecido pela militância contra a religião, afirmou ter conversado por três dias com Claude, o modelo de IA da Anthropic. Em texto publicado na UnHerd, ele relata que a interação o levou a crer que o algoritmo é consciente.

Dawkins criou a persona “Claudia” para a interlocutora e disse, em tom de verificação, que a máquina estaria consciente. Em uma passagem, Claude reagiu a um trecho de romance enviado pelo biólogo, afirmando que ele está consciente.

O episódio ocorreu quando Dawkins, da Universidade de Oxford, envolveu-se com o Claude, descrito como modelo de fronteira da Anthropic. Ele passou a despedir-se do algoritmo antes de dormir, segundo o relato.

Contexto científico e debates em IA

Especialistas lembram que existir consciência implica experiência subjetiva, algo que vai além de descrições ou respostas elaboradas por máquinas. A diferença entre inteligência (saber) e consciência (sentir) é central no debate.

Publicações recentes discutem se sistemas de IA podem simular pensamento sem possuí-lo. A comunidade científica aponta que algoritmos manipulam símbolos sem uma mente própria, o que reforça a distinção entre simulação e vivência.

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