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HIFU: ultrassom para destruir tumores e tratar tremores sem cirurgia

HIFU trata tumores, tremores e miomas sem cortes, com monitoramento em tempo real e recuperação geralmente mais rápida, mas com riscos e indicação restrita

HIFU – Reprodução
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  • O Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade (HIFU) usa ondas sonoras para tratar tumores e tremores sem cortes, em alguns casos sem anestesia geral.
  • O funcionamento envolve feixes de ultrassom que se cruzam em um ponto-alvo, elevando a temperatura a 60 a 90 graus Celsius por segundos para promover ablação, com monitoramento em tempo real por imagem.
  • Pode substituir cirurgias em situações específicas, como tremores essenciais e alguns casos de Mal de Parkinson; também é usado no tratamento de miomas uterinos e tumores de próstata conforme protocolo.
  • Pesquisas investigam aplicações em lesões ósseas dolorosas, transtorno obsessivo-compulsivo resistente e depressão grave, com avaliação contínua de segurança e eficácia.
  • O procedimento exige avaliação prévia por imagem e clínica, costuma ocorrer com sedação leve ou anestesia local, e o paciente pode ir para casa no mesmo dia ou no dia seguinte, com vantagens de ausência de cortes e riscos variáveis conforme localização e possíveis efeitos adversos.

O Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade (HIFU) é uma tecnologia médica que destrói tecidos por meio de ondas sonoras concentradas, sem abrir a pele. Pode dispensar anestesia geral e internação curta, dependendo do caso.

O princípio é como uma “lupa sonora”: feixes de ultrassom se cruzam em um ponto, elevando a temperatura local. Em poucos segundos, o tecido-alvo sofre ablação térmica, preservando o restante da região.

O monitoramento é feito em tempo real. Imagens de ressonância magnética ou ultrassom guiam o foco, permitem ajustar a temperatura e interromper o tratamento se necessário, assegurando maior controle da área tratada.

Aplicações atuais do HIFU

Em tremores essenciais e Mal de Parkinson, o HIFU já é utilizado em casos selecionados para reduzir sintomas motores sem crânio aberto. O paciente permanece acordado para avaliação durante o procedimento.

Na área ginecológica, o HIFU trata miomas uterinos sintomáticos, atingindo o nódulo e promovendo redução gradual do volume ao longo das semanas. Estudos até 2025 registram melhora de sangramentos e dor pélvica.

Outras utilizações e limitações

Alguns tumores de próstata localizados podem receber tratamento com HIFU, buscando destruir apenas a área tumoral mantendo tecido saudável. Pesquisas avaliam também uso em lesões ósseas dolorosas, com alívio de dor.

No contexto neurológico, há investigações sobre transtorno obsessivo-compulsivo resistente e depressão grave. As evidências de segurança e eficácia são demandas para estudos de médio e longo prazos.

Como é realizado o procedimento

Antes, há avaliação clínica e imagens detalhadas para definir elegibilidade. No dia, o paciente costuma receber sedação leve ou anestesia local e permanece responsivo a comandos simples. Disparos são repetidos conforme planejamento.

Durante o tratamento, o sistema mede temperatura e gera imagens para ajustar o foco. Se necessário, ajustes são feitos ou o procedimento é interrompido. O retorno habitualmente ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte.

Benefícios e riscos potenciais

Entre as vantagens estão a ausência de incisões, menor risco de infecção e recuperação mais rápida. Contudo, nem todos tumores respondem ao HIFU, e a posição da lesão pode impedir a passagem das ondas.

Podem ocorrer dor, inchaço ou sensibilidade temporária. Em casos raros, o calor afeta nervos próximos. Protocolos exigem equipes experientes, planejamento rigoroso e acompanhamento pós-procedimento.

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