- A menopausa reduz o estrogênio, desacelera o metabolismo e aumenta a gordura abdominal, com perda de massa muscular que eleva a dificuldade de perder peso. fatores hormonais, emocionais e de sono ajudam a explicar mudanças no corpo.
- No Brasil, 26,8% da população é obesa; entre mulheres de 40 a 50 anos, a obesidade atinge 34,4%.
- Canetas emagrecedoras, como GLP-1 (semaglutida) e GLP-1/GIP (tirzepatida), ajudam a reduzir o apetite, melhorar a sensibilidade à insulina e promover perda de peso, com indicação individualizada.
- Essas canetas podem ser usadas junto com reposição hormonal, complementando o tratamento para a menopausa, e não substituem a reposição hormonal.
- É essencial acompanhar a composição corporal, manter treino de força, ingestão proteica adequada, acompanhar densidade óssea e marcadores hormonais, buscando uma melhoria na qualidade de vida.
A menopausa aumenta a probabilidade de ganho de peso para muitas mulheres devido a mudanças hormonais que reduzem o metabolismo e alteram a distribuição de gordura. A obesidade atinge cerca de 27% da população adulta brasileira, sendo 34,4% entre mulheres de 40 a 50 anos, segundo o IBGE.
Especialistas destacam que o peso não é apenas questão de força de vontade. Queda de estrogenos acelera o acúmulo de gordura abdominal e a massa muscular tende a diminuir, reduzindo o gasto calórico em repouso. Fatores emocionais e de sono costumam intensificar o quadro.
A adoção de alimentação saudável e prática regular de exercícios continua sendo base de tratamento. O treino de força é ressaltado por preservar massa muscular e manter o metabolismo ativo, especialmente durante a transição para a menopausa.
Menopausa x obesidade
Dados indicam que a faixa etária da menopausa coincide com maior incidência de obesidade. A condição é influenciada por alterações hormonais, sono, estresse e alimentação, formando um conjunto que dificulta a perda de peso.
Canetas emagrecedoras na menopausa
Análogos de GLP-1, como a semaglutida, e agonistas duplos GLP-1/GIP, como a tirzepatida, aparecem como opções terapêuticas para obesidade durante a menopausa. Eles atuam reduzindo o apetite, melhorando a sensibilidade à insulina e promovendo perda de peso.
Indicação clínica
A utilização das canetas deve ser individualizada, com critérios clínicos e histórico do paciente. Em muitos casos, podem ser associadas à reposição hormonal, que corrige a deficiência de estrogênio, preserva massa óssea e melhora o metabolismo.
Abordagem integrada
As terapias são complementares: as canetas ajudam no peso e na resistência à insulina, enquanto a reposição hormonal atua na causa da mudança metabólica. Não há concorrência entre as opções; seu uso conjunto pode potencializar resultados.
Cuidados no uso
O monitoramento deve ir além do peso, incluindo composição corporal, massa muscular, densidade óssea e marcadores inflamatórios. A prática de treino de força é mandatória para evitar perda de massa muscular durante o tratamento.
Objetivo terapêutico
O objetivo é alcançar uma composição corporal saudável e maior qualidade de vida, não apenas um número menor na balança. A orientação médica deve considerar a pessoa como um todo, com metas claras e realistas.
Guilherme Giorelli é médico nutrólogo, professor de Nutrologia, Medicina do Exercício e Endocrinologia.
Entre na conversa da comunidade