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Novos projetos de energia nuclear avançam para ampliar autonomia tecnológica

USP e Marinha consolidam cooperação técnico-científica em energia nuclear, com formação de especialistas e laboratórios para reatores, combustíveis e simulações

A partir da esquerda: o diretor de Desenvolvimento Nuclear da Marinha em São Paulo, Sérgio Miranda; o reitor Aluisio Segurado; o diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, Celso Koga; e a vice-reitora Liedi Bernucci, na assinatura dos convênios no Centro de Inovação da USP em São Paulo - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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  • AUSP e a Marinha do Brasil formalizaram acordo técnico para ampliar pesquisa nuclear, com foco em autonomia tecnológica, formação de especialistas e laboratórios de ponta na Poli e no InovaUSP.
  • a execução está organizada em três eixos: recursos humanos, infraestrutura e financiamento, integrando laboratórios em são paulo e no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó.
  • os projetos abrangem circulação termo-hidráulico de vidro, simuladores multifísicos de alta performance, combustíveis nucleares avançados, laboratório de realidade virtual para operadores do LABGENE e conceito de reator nuclear modular de pequeno porte (smr).
  • a parceria pretende avançar na modelagem, simulação, validação experimental e licenciamento de sistemas nucleares, com perspectivas de aplicações em energia, indústria e medicina.
  • a colaboração, iniciada em mil novecentos e cinquenta e seis, reforça a soberania tecnológica brasileira por meio de formação de recursos humanos, infraestrutura experimental e geração de conhecimento aplicado.

Auspiciado pela USP e pela Marinha do Brasil, um acordo técnico fortalece a pesquisa nuclear no país. A iniciativa busca ampliar autonomia tecnológica e formar especialistas, com laboratórios de ponta em São Paulo e no Centro Industrial de Aramar, em Iperó. O objetivo é integrar experiência naval com a base acadêmica para projetos de longo prazo.

A parceria envolve recursos humanos, infraestrutura e financiamento. Professores, pesquisadores e técnicos atuarão em conjunto, com bolsas que combinam formação e pesquisa. Laboratórios de São Paulo devem operar junto a instalações da Marinha para modelagem e ensaios.

O anúncio destaca o papel da universidade pública na articulação com o Estado para desenvolver soluções tecnológicas. A comitiva incluiu autoridades da Poli, do InovaUSP e da CTMSP, que ressaltaram a importância estratégica para energia, indústria e aplicações médicas.

Projetos

  • Construção e operação de um circuito termo-hidráulico de vidro em escala

Propõe um circuito experimental em vidro para reproduzir um reator PWR em escala reduzida, com aquecimento elétrico. Permite observar fluxo e aquecimento em tempo real, ajudando no treinamento e na avaliação de cenários de falha.

  • Desenvolvimento de ferramentas computacionais para simulações multifísicas

Cria um laboratório de computação de alto desempenho para simulações de escoamento, transferência de calor e reações nucleares. Visa apoiar modelagem, validação e uso de IA em segurança e engenharia nuclear.

  • Desenvolvimento de combustíveis nucleares avançados

Foca na seleção de materiais e elaboração de planos experimentais para combustíveis com maior resistência e eficiência, reforçando confiabilidade e desempenho de reatores e aplicações navais.

  • Laboratório de Realidade Virtual para treinamento no LABGENE

Implanta ambientes de realidade virtual para treinar operadores em operações, manutenção e resposta a emergências, reduzindo custos e exposições a riscos reais.

  • Projeto conceitual para um reator modular de pequeno porte (SMR)

Busca definir um reator de 50 a 100 MWe, integrando núcleo, sistemas de refrigeração, segurança e licenciamento, com avaliação de sustentabilidade e custo.

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