- IBGE promoveu, na Casa Brasil IBGE, no Rio de Janeiro, o seminário Geoinformação, em celebração ao Dia do Cartógrafo.
- Representantes da Imagem Geossistemas e da ESRI apresentaram mapas, tendências, tecnologias e aplicações do campo geoespacial.
- A palestra principal da ESRI mostrou como o GIS e a IA, via ArcGIS, ajudam institutos de estatística desde a coleta até a divulgação de dados.
- Foram apresentados exemplos globais: distinguir edifícios na Índia, rodovias no Kuwait, produção agrícola na Alemanha e mapeamento de idioma na Califórnia.
- Caio Riebold destacou o uso de machine learning e deep learning para respostas rápidas a eventos, e citou a Living Atlas of the World como recurso de modelos de deep learning.
O IBGE promoveu um seminário sobre geoinformação na Casa Brasil IBGE, no Rio de Janeiro, na noite de 5 de junho. O encontro integra as comemorações do Dia do Cartógrafo, celebrado em 6 de junho, e contou com especialistas de instituições parceiras. O objetivo foi apresentar tendências, tecnologias e aplicações no campo geoespacial.
Participaram profissionais da Imagem Geossistemas e da ESRI, parceiras do IBGE em sistemas de informações geográficas, inteligência de localização e mapeamento. O evento destacou a atuação conjunta para ampliar o uso de GIS e tecnologias associadas no país.
Na abertura, a diretora de Geociências do IBGE ressaltou a evolução da geoinformação, que passou de niche para prática integrada a diversas áreas. Ela destacou a participação de jornalistas, médicos e outros profissionais no manejo de dados geoespaciais para diferentes finalidades, como epidemiologia.
A Imagem Geossistemas destacou a parceria com o IBGE em projetos estratégicos, enfatizando a importância de entender onde estão clientes, concorrentes e riscos. O diretor de Inovação da empresa mencionou investimentos na GeoIA, combinação de IA com dados geoespaciais para ganhos de produtividade e maior aproveitamento da informação.
A palestra principal foi conduzida pela gerente de Desenvolvimento da ESRI, que mostrou como institutos de estatísticas usam GIS e IA via a plataforma ArcGIS. Os exemplos incluem operação de campo, sensoriamento remoto e visualização 3D, desde a coleta de dados até a divulgação para tomadores de decisão.
A apresentação destacou que o GIS oferece suporte a planejamento, enumeração e disseminação de resultados estatísticos. Foram demonstrados casos de uso globais, como diferenciação de estruturas em áreas densas a partir de imagens de satélite, e a aplicação de dados geoespaciais para mapear rodovias no Kuwait e monitorar produção agrícola na Alemanha.
O engenheiro de soluções da ESRI apresentou aplicações de machine learning e deep learning para agilizar respostas a eventos complexos. Ele mostrou uma simulação de resposta a migrações na fronteira entre Colômbia e Venezuela, destacando a preparação para o futuro com IA.
Entre os recursos apresentados, esteve a Living Atlas of the World, com pacotes de deep learning do ArcGIS disponíveis para organização de parâmetros de extração, como contagem de automóveis entre cidades. Os materiais podem ser treinados e ajustados conforme a realidade de cada instituição.
Caio Riebold ressaltou a importância do conhecimento do IBGE no uso da plataforma ArcGIS. Ele sugeriu estreitar o diálogo com especialistas do IBGE para aperfeiçoar modelos e metodologias, reforçando o convite para estreitar a parceria entre as entidades.
Entre na conversa da comunidade